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Os Sonhos Profeticos de Dom Bosco

João Belchior Bosco nasceu ao norte da Itália, em 1815. Em 1841 é ordenado sacerdote, iniciando-se uma bela careira, tendo sido ele o fundador da Ordem dos Salesianos. Faleceu em Turim aos 72 anos de idade. Em 1934 é canonizado pelo Papa Pio XI.

Vários foram os sonhos proféticos de Dom Bosco, que por diversas vezes previu a morte de personalidades. Em um destes sonhos proféticos, ainda bem jovem, Dom Bosco se via fazendo um dever de latim; ao acordar escreveu o mesmo e pediu a ajuda de um padre para traduzi-lo. Na aula seguinte este texto foi ditado, e Dom Bosco obteve ótimo desempenho. Sobre este dom, afirmava o próprio santo: – “Embora a bondade de Deus tenha sido generosa para comigo, jamais pretendi conhecer ou realizar coisas sobrenaturais”.

Uma de suas profecias é a dos plenilúnios. Diz a profecia:

“Quatrocentos dias após o mês das flores que terá duas luas cheias, a revolução será proclamada na Itália. Duzentos dias depois, o Papa será obrigado a deixar Roma e andará errante durante cem dias, depois do que regressará à sua capital e cantará em São Pedro o Te Deum de Salvação”.

Dom Bosco escreve que em 1870 se encontrou como que numa ‘realidade sobrenatural’, e ouviu uma voz que lhe informou fatos futuros. Eis algumas partes do que ouviu:
“….
Agora a voz do céu é para o Pastor dos Pastores: ‘Tu estás na grande conferência com os teus assessores, mas o inimigo do bem não fica quieto um instante. Ele estuda e pratica todas as artes contra ti. Semeará a discórdia entre os teus assessores, criará inimigos entre os meus filhos.

As potências do século vomitarão fogo e gostariam que as palavras fossem sufocadas na garganta dos guardiães da minha lei. Isso não acontecerá. …
… Que farei? Baterei nos pastores, dispensarei o rebanho para que os sentados na cadeira de Moisés procurem bons pastos e o rebanho, docilmente, ouça e se alimente.

Mas sobre o rebanho e sobre os pastores pesará minha mão. A carestia e a peste farão com que as mães chorem o sangue dos filhos e dos maridos mortos em terra inimiga.
E de ti, Roma, que será? Roma ingrata, Roma efeminada, Roma soberba. Tu chegaste a tal ponto que não procuras outra coisa, nem nada mais admiras em teu soberano senão o luxo, esquecendo que sua glória verdadeira está sobre o monte Gólgota. …
Roma! … Eu irei a ti quatro vezes. Na primeira golpearei as tuas terras e os seus habitantes. Na segunda, levarei a destruição e o extermínio até os teus muros. Não abres ainda os olhos?

Virei a terceira vez e derrubarei as defesas e os defensores e ao comando do Pai seguirá o reino do terror, do medo e da desolação. Mas os meus sábios fogem. A minha lei continua sendo pisada. Por isso farei a quarta visita.

A guerra, a peste e a fome são flagelos com os quais serão castigadas a soberba e a malícia dos homens. …’ ”
Outro sonho profético de Dom Bosco:
“ … Naquele momento, viu-se uma multidão de homens, mulheres, velhos, crianças, monges, monjas e sacerdotes, tendo à frente o Santo Padre, sair do Vaticano ordenando-se como se fosse uma procissão. …

Nesse meio tempo, chegou-se a uma pequena praça coberta de mortos e feridos, vários dos quais pediam conforto insistentemente.

Depois de ter caminhado por um espaço correspondente a duzentos nasceres do sol, cada um percebeu que não estava mais em Roma. … Depois, quando pôs os pés na cidade santa, começou a chorar ante a aflição demonstrada pelos cidadãos, muitos dos quais haviam morrido. De volta a São Pedro, cantou o Te Deum … As cidades, as vilas, os campos tinham sua população bastante diminuída. A terra estava pisada como se tivesse passado um furacão, um temporal, o granizo, e as pessoas iam umas ao encontro das outras dizendo com a alma comovida: Est Deus in Israel.

Do início do exílio até o Te Deum, o sol levantou-se duzentas vezes. Todo o tempo que passou durante a realização desses fatos corresponde a quatrocentos surgires do sol”.
Outra profecia :
“Guerras entre os príncipes e súditos, entre o dogma e o erro, a luz e as trevas, o pobre e o rico. – Um grandioso acontecimento se está preparando no céu, para fazer pasmar a gente. – Far-se-á uma grande reforma entre todas as nações, e o mundo irá misturar-se como um oceano … Russos, alemães, prussianos, cossacos, persas, polacos, franceses e italianos farão uma mistura, e lá na China e na Índia findará a rebeldia. … Nunca o grande marulho se afervorou tão forte, nunca se viu um lobo desta espécie. … A Rússia e a Inglaterra tornar-se-ão católicas. A Itália será pacificada, e o Turco cairá por terra. Conquistarão os lugares da Santa Palestina, e no alto das cúpulas erguer-se-á a Cruz Latina. – Depois, paz universal”.

Em 1883 Dom Bosco teve outro sonho profético, devidamente registrado em suas anotações. Neste, ele viajava por toda a América do Sul. Mas o principal desta profecia é o que seria referente ao planalto central brasileiro:
“…
Eu enxergava nas vísceras das montanhas e nas profundas da planície. Tinha, sob os olhos, as riquezas incomparáveis dessas regiões, as quais, um dia, serão descobertas. Eu via numerosos minérios de metais preciosos, jazidas inesgotáveis de carvão de pedra, de depósitos de petróleo tão abundantes, como jamais se acharam noutros lugares.

Mas não era tudo. Entre os graus 15 e 20, existia um seio de terra bastante largo e longo, que partia de um ponto onde se formava um lago. E então uma voz me disse, repetidamente: ‘Quando vierem escavar os minerais ocultos no meio destes montes, surgirá aqui a Terra da Promissão, fluente de leite e mel. Será uma riqueza inconcebível’.”

Observa-se que entre os graus 15 e 20, na América do Sul, há pequenos trechos de terra do Peru e do Chile, algo da Bolívia e grande extensão de terra brasileira, onde se encontra Brasília. A tradução acima desta profecia foi de Monteiro Lobato.

O CAVALO VERMELHO SIMBOLO DO COMUNISMO

Dom Ruffino escreveu na sua crônica: 1 de julho. (São) João Dom Bosco disse a alguns que lhe rodeavam depois do almoço:

— Este mês teremos que assistir a um funeral.

Em distintas ocasiões repetiu o mesmo uma e outra vez, mas sempre ante um reduzido número de ouvintes.
Estas confidências despertavam nos clérigos uma grande curiosidade, de forma que, nas horas de recreio, quando as ocupações o permitiam, rodeavam ao (Santo) com a esperança de ouvir de seus lábios alguma novidade, e uma delas foi, como o compreenderam mais tarde, a intenção de (São) João Dom Bosco de fundar um instituto para atender às meninas. Em efeito, assim o consignaram por escrito Dom Bonetti e Dom César Chiala.

Em 6 de julho o bom pai narrou a alguns de seus filhos o seguinte sonho que teve na noite do 5 ao 6 do dito mês. Estavam pressentes Francesia, Savio, (Beato) Miguel Rúa, Cerrutti, Fusero, Bonetti o Cavalheiro Oreglia, Anfossi, Durando, Provera e algum outro.

Esta noite — começou (São) João Dom Bosco — tive um sonho singular. Sonhei que me encontrava com a marquesa Barolo e que passeávamos por uma praça situada diante de uma planície muito extensa. Via os jovens do Oratório correr, saltar, jogar alegremente. Eu queria dar a direita à marquesa, mas ela disse-me: — Não; fique onde está.

Depois começou a falar de meus jovens e dizia-me:

— É tão boa coisa que se ocupe dos jovens! Mas deixe-me a mim o cuidado das jovens; assim iremos de acordo. Eu repliquei-lhe:

— Mas, me diga: Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo para redimir somente aos jovenzinhos ou também às jovenzinhas?

— Sei — replicou — que nosso Senhor redimiu a todos: meninos e meninas.

— Pois bem; eu devo procurar que seu sangue não se derramou inutilmente, tanto para as jovens como para os jovens.

Enquanto estávamos ocupados nesta conversação, eis aqui que entre meus jovens que estavam na praça começou a reinar um estranho silêncio. Deixaram todos seus entretenimentos e deram-se à fuga, alguns para uma parte, alguns para outra, cheios de espanto.

A marquesa e eu detivemos o passo e ficamos durante uns momentos imóveis. Procurando a causa daquele terror demos uns passos para frente. Levanto um pouco a vista e eis aqui que ao fundo da planície vejo descender até a terra um cavalo grande… imensamente grande… O sangue gelou-se nas veias.

— Seria como esta habitação? —, perguntou Francesia.

— Oh, muito maior! — replicou (São) João Dom Bosco —.

Seria de grande e de alto como três ou quatro vezes mais que este local, e mais que o palácio Madama (este palácio é um dos grandes palácios da cidade de Turim). Em resumidas contas, que era uma besta descomunal. Enquanto eu queria fugir temendo a iminência de uma catástrofe, a marquesa Barolo perdeu o sentido e caiu ao chão. Eu quase não podia ter-me de pé, tanto tremiam os meus joelhos. Corri a esconder-me detrás de uma casa que havia a muita distância, mas de lá jogaram-me dizendo:

— Saia, saia; aqui não tem que vir!

Enquanto isso eu me dizia mesmo:

— Quem sabe que diabo será este cavalo! Não fugirei, adiantarei-me para examiná-lo mais de perto. E embora tremesse de pés à cabeça, armei-me de valor, voltei atrás e aproximei-me.

— Ah! Que horror! Aquelas orelhas rígidas! Aquele focinho descomunal!

Às vezes parecia-me ver muita gente em cima dele; outras vezes, que tinha asas, de forma que exclamei:

— Mas isto é um demônio!

Enquanto o contemplava, como estava em companhia de alguns, perguntei a um dos pressentes:

— O que quer dizer este enorme cavalo?

O tal respondeu-me:

— Este é o cavalo vermelho: Equus rufus, do Apocalipse.

Depois despertei e encontrei-me na cama muito assustado e durante toda a manhã, enquanto dizia Missa; no confessionário tinha diante de mim a (memória) daquele animal.

Agora desejo que algum averigúe se este “equus rufus”, nomeia-se verdadeiramente nas Sagradas Escrituras, e qual é seu significado.

E encarregou a Durando de que procurasse a maneira de resolver o problema. (Beato) Miguel Dom Rúa fez observar que, realmente no Apocalipse, capítulo VI, versículo IV, fala-se do cavalo vermelho, símbolo da perseguição sangrenta contra a Igreja, como explica nas notas da Sagrada Escritura, Mons. Martini. Eis aqui as palavras textuais do livro sagrado:

Et cum aperuisset sigillum secundum, audivi secundum animal, dicens: Veni et vede.
Et exivit alius equus rufus: et qui sedebat super illum datum est ei ut sumeret pacem de térra, et ut invicem se interficiant et datus est ei gladius Magnus.
Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo animal clamar: Vem!

Partiu então outro cavalo, vermelho. Ao que o montava foi dado tirar a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

No sonho de (São) João Dom Bosco parece que o cavalo representasse o comunismo, que procedendo furiosamente contra a Igreja avançava conspirando contra a ordem social, sem deter-se nem um só passo; impunha-se aos governos, nas escolas, nos municípios, nos tribunais, desejando realizar a obra destruidora começada com o apoio e cumplicidade das autoridades constituídas, em prejuízo da sociedade religiosa e de todo piedoso instituto e do direito de propriedade.

(São) João Dom Bosco disse:

— Seria necessário que todos os bons e nós em nossa pequenez procurássemos com zelo e entusiasmo pôr um freio a esta besta que irrompe em qualquer parte aloucadamente.
De que maneira? Pondo em guarda aos povos mediante o exercício da caridade e com a boa imprensa que contrarie as falsas doutrinas de semelhante monstro, orientando o pensamento dos povos e os corações para a Cátedra de Pedro.

Nela está o fundamento indubitável de toda autoridade que procede de Deus, a chave mestra que conserva toda ordem social; o código imutável dos deveres e dos direitos dos homens; a luz divina que dissipa os enganos das mais inflamadas paixões; aqui o fiel guardião e o defensor poderoso da moral evangélica e da lei natural; aqui a confirmação da sanção imutável dos prêmios eternos reservados a quem observa a lei do Senhor e as penas igualmente eternas para os transgressores da mesma.

Mas a Igreja, a Cátedra de São Pedro e o Papa, são uma mesma coisa. Portanto, para que estas verdades fossem acatadas por todos, (São) João Dom Bosco queria que se fizessem toda sorte de esforços por desfazer as calúnias contra o Pontificado e que se dessem a conhecer os imensos benefícios que Roma reporta à vida social e se procurasse avivar em todos os corações, sentimentos de gratidão, fidelidade e amor para a Cátedra de Pedro.

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