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ORDENAÇÃO DIACONAL DO SEMINARISTA ADRIANO CÂNDIDO.

dezembro 15, 2008 Deixe um comentário






O bispo de Crateús Dom Jacinto Brito celebrou junto com seus diocesanos, a primeira ordenação diaconal, na recem-inaugrada igreja da imaculada Conceição.

O jovem Adriano Cândido de Oliveira, recebeu pela imposição das mãos do anjo da igreja de crateús, o primeiro grau do sacramento da Ordem: O Diaconato.
Uma celebração que contou com a representação de todas as paroquias da diocese, varios sacertodes, seminaristas, familiares do jovem ordenado e o povo de Deus em geral.

A celebração começou as 19:00Hs e se prolongou ate as 21:10hs.Uma bela liturgia, acompanhada vivamente pela comunidade.

O Diacono Adriano agradeceu, no final a todos que o ajudaram nessa caminhada, rumo ao sacerdócio.

Sua ordenação sacerdotal, estar prevista para o mês de Maio de 2009, após ordenado o novo padre deve assumir a paroquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição em Quiterianopolis, a paroquia com menos tempo de existência da diocese.

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Seja Bem Vindo Ronaldo!!!

dezembro 12, 2008 Deixe um comentário
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dezembro 9, 2008 Deixe um comentário
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dezembro 7, 2008 1 comentário


“Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostra felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostra felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão…” Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram numa objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz…” Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na alma.

Rubem Alves

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