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DESABAFO DUM MATUTO BRASILEIRO

janeiro 13, 2009 4 comentários


Me sinto às veze istrangêro
Im minha própria nação
E o meu orgúi brasilêro
Às veze rasta no chão
É tanto rôbo e trapaça
Tanta márdade e disgraça
Qui às veze penso in fugí
Pa dento duma floresta
E o tempo que inda me resta
Vivê bem longe daqui

Mai num cunsigo ingolí
A tá da “realidade”
Tão é quereno omití
A verdadêra verdade
Cuma qui num país desse
Cum solo bom como esse
Onde se brota de tudo
Pode uma criança morrê
Sem tê um pão pa cumê
Sem tê direito a istudo?

Eu mesmo já num me iludo
Cum o tá “direito do voto”
Cada políto qui ajudo
É um sanguessuga qui adoto
E eles vão lá pa Brasília
Que é como um tipo di ilha
Paraíso pros ladrão
Inquanto os trabaiadô
Já merguiádo in torpô
Assiste a televisão

Na capitá da nação
Os rato bola seus prano
Pa já na ôta inleição
Garantí mais quato ano
E a custa dos operário
Manter seus gordo salário
E a vida de regalia
Esse é o “brasil” qui eu disprezo
E ao meu bom Deus sempre rezo
Pra que isso mude algum dia

Uns fala im democracia
Direito, inté liberdade
Mai vejo só corvardia
Miséria e disiguadade
No tôpo, eu vejo a elite
Dento de suas suíte
Bebeno vin eropeu
Inquanto o povo mai fraco
Num tem siqué um buraco
Que possa chamá de seu

Os rico vão pu liceu
Istudá pá sê dotô
Quando atinge o apogeu
São chamado de sinhô
Pelo póbe anafabeto
Qui é tarvêz neto do neto
De algum escravo africano
Que, dano suó e sangue
Morreu inrricano a gangue
Qui inté hoje anda mandano

Não vejo nada mudano
Passa o tempo, é tudo iguá
O Brasil sempre avançano
Mai nunca sai do lugá
De um lado os fazendêro
Contratano pistolêro
Pa metê bala im sem-terra
Os capanga vêm e mata
E a justiça, burocrata
Só pega os corpo e interra

Hoje vivemo uma guerra
Um motim num declarado
Mas fato é fato e num erra
Basta só oiá pu lado
Só num vê quem num quisé
Já num se sabe quem é
Nem puliça e nem bandido
Se os rico tem guáida-costa
Os pobre faiz é aposta
Pa num morrê confundido

Eu peço aos hômi intendido
Aos camarada da lei
Que olhe pu povo sofrido
Istenda a mão pa essa grei
E se o Brasil num mudá
Que pare intão de falá
Que ixiste democracia
Pôi se é do povo o pudê
Como é qui inda pode havê
A plebe e a burguesia?

Como se explica a fulia
Dos rato lá no congresso?
A gente vê todo dia
Processo sobre processo
Que nunca dão é in nada
E eles, di cara lavada
Gastando os nosso tributo
Me diga, caro inleitô
Quem é qui julga os dotô?
Quem é que pune os corruto?

Eu sô somente um matuto
Mai aqui dêxo o meu grito
Pôi meu orgúi tá de luto
Meu coração bate aflito
Diante de tanta injustiça
Tanta mintira e cubiça
E o meu povo alienado
Confia o Brasil nas mão
Dessa corja de ladrão
Cum cargo de deputado

Chega de sê inganado!
É hora de nós mostrá
Pa esses caba-safado
Que nós cansô de suá
E enchê nossas mão de calo
Viveno feito vassalo
Só pa mantê esses cão!
Que de agora in diante
Todo corruto e tratante
Vá é mofá na prisão

Ou nós faiz isso ou intão
Nós pode isquecê de tudo
Isquecê nossa nação
Sentá num sofá felpudo
Ligá o telivisô
Voltá pro nosso torpô
Sem preocupá cum ninguém
Enquanto os verme carcome
O restim de honra e nome
Que esse país inda tem

Mai eu garanto, porém
Que eu num me rendo pur nada
O meu Brasil vai além
Do das novela filmada
Poi tudo ali é mintira
É só pa contê a ira
Dexá os besta sonhano
Cumigo é bem diferente
Ou faço um Brasil decente
Ou vô morrê atirano!!!!!!!!

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PADRE,POPSTAR E CONTEÚDO

janeiro 11, 2009 Deixe um comentário


POR RENATA CABRAL

De tão bonito ele pode ser confundido com um galã de novela. Este é o primeiro atributo que faz com que Fábio de Melo provoque comoção por onde passa. O segundo é que ele é um cantor popular. E o terceiro: é um padre com um discurso consistente e fundamentado, diferente da maioria dos seus colegas de cantoria religiosa. Tudo junto resulta em muito sucesso, impulsionado por fãs e pelo rebanho católico, que se misturam numa mesma massa sedenta por suas palavras e canções. Mineiro de Formiga, o padre-cantor, 37 anos, está prestes a superar a marca de 600 mil cópias vendidas com seu último álbum, Vida, lançado há quatro meses por uma parceria entre as gravadoras LGK Music e Som Livre. Na semana passada, ele fez dois shows para a gravação do DVD Eu e o tempo, no tradicional Canecão carioca, com lotação esgotada. A julgar pelo semblante extasiado dos presentes, ao final, Deus deve ter ouvido muitos agradecimentos.

A multidão que padre Fábio está se acostumando a ver em seus shows não se repete nas igrejas, mas o motivo é simples: ele só celebra missas em pequenos templos da pastoral universitária da diocese de Taubaté, no interior de São Paulo, da qual é responsável. Mas o religioso não se resume a um belo rosto e uma bonita voz. Ele é graduado em teologia na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e em filosofia (pela Fundação Educacional de Brusque, em Santa Catarina). É pós-graduado em educação na Universidade Salgado de Oliveira, no Rio, e mestre em teologia sistemática pelo Instituto Santo Inácio de Loyola, de Belo Horizonte (MG). Tanto investimento nos estudos já resultou em cinco livros. “Eu sabia que para ser comunicador tinha de ter conteúdo. O que fiz primeiro foi estudar. Sou professor de teologia e digo isso sem nenhuma vaidade, isso é responsabilidade”, afirma. “Dentre as várias expressões da música católica, o padre Fábio se destaca porque lança um olhar particular sobre a teologia, passando a mensagem de um Deus mais humano. Sua formação acadêmica, aliada à sensibilidade artística, distingue seu trabalho”, diz o padre Gleuson Gomes, da paróquia de Sangue de Cristo, no Rio.

O sacerdote diz que a música é sua forma de evangelizar e conquistar fiéis, tal e qual padre Marcelo Rossi, expoente máximo de sucesso católico no Brasil, com quem é comparado, assim como com o cantor Fábio Jr. “Não me importo com as comparações, admiro o trabalho dos dois”, diz o sacerdote, que, ao contrário de Marcelo Rossi, não usa vestes sacerdotais nos shows.

O frisson causado entre as mulheres é um problema para o padre, que rejeita o título de galã. “Incomoda ser reduzido a isso. Por outro lado, não tenho como fugir, por enquanto.” Padre Fábio entrou para o seminário aos 16 anos, foi ordenado aos 31 e não nega os namoricos da época de escola. Mas jura que o assédio, hoje, acontece muito mais no mundo virtual (por meio de blogs e comunidades de fãs). “Se eu fiz a opção por viver uma vida de castidade, e tenho alguns atributos que dificultam essa escolha, tenho de ter responsabilidade ainda maior”, reflete.

Após dez CDs lançados, a parceria com uma gravadora fora do segmento religioso representou um salto nas vendas. Líber Gadelha, presidente da LGK Music – onde padre Fábio é hoje o artista campeão de vendas –, arrisca uma justificativa. “Bíblia por si só não vende disco. O sucesso vem do pacote: carisma, bela voz e uma produção caprichada.” Para o professor de teologia da PUC de São Paulo, Fernando Altemeyer, arte e religião nunca foram incompatíveis, mas “a exposição midiática pode levar à captura apenas do símbolo que transmite a mensagem e fazer com que o conteúdo desapareça.” A estudante Beatriz Rodrigues, 17 anos, que saiu de Barretos, São Paulo, para assistir a um show no Rio, jura que foca o conteúdo: “Ele é bonito. E muito. Isso ajuda, mas o que mais me atrai são as mensagens que passa.” O padre confirma a tese. “Às vezes, tem uma multidão eufórica cantando, mas quando começo a falar, se faz um silêncio absoluto. Existe um respeito muito grande”, afirma.

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O Fim do Ciúme

janeiro 11, 2009 Deixe um comentário


Texto Dado Moura

Um relacionamento não se constrói apenas com momentos de carinho, beijos e abraços, mas também de esforço e ajuda mútua para resolvermos os pequenos impasses pertinentes ao convívio. Quando nos dispomos a viver com outra pessoa uma experiência de vida comum, a dinâmica do convívio nos permite influenciar e ser influenciados em nossos comportamentos. Por não sermos perfeitos, certamente, muitos ajustes precisarão acontecer dentro da vida a dois. Entre algumas dessas necessidades está a ajuda para o controle do ciúme.

Há algum tempo, escrevi sobre o ciúme como o veneno dos relacionamentos. Continuando a partir dessa reflexão, podemos, também considerá-lo como um bolo de sentimentos, o qual, quase sempre, esconde situações que nos conduzem à atitude de medo, insegurança e, muitas vezes, de pavor ao nos imaginar sendo passados para trás por alguém. Com isso, reproduzimos, dentro do relacionamento, atitudes características de nossa baixa autoestima ou das más experiências vividas nos relacionamentos anteriores.

Percebemos que o ciúme é, de fato, algo que acontece. Entretanto, se não houver o esforço para a mudança, ele poderá se tornar ameaçador para os casais. O ciúme, quase sempre, tem origem no resultado daquilo que conjecturamos ao presenciar uma situação, que, em razão de nossas inseguranças, nos faz nos sentir ameaçados e, por conseguinte, passamos a desconfiar de tudo e de todos. Algumas vezes, uma atitude que poderia parecer inocente para alguém, pode não ser tão inocente para aquela pessoa que vive às voltas com suas inseguranças e ciúmes. Isso não faz bem para quem sente e, tampouco, para quem está ao seu lado; pois, como resultado disso, tem-se um convívio bastante tumultuado e com discussões constantes.

Antes que prejudiquemos, com atos tempestivos, o relacionamento tão almejado, precisamos nos abrir também para a ajuda. Além do auxílio de profissionais, quando for o caso, a pessoa mais indicada para cooperar nesse processo de cura é aquela que está ao nosso lado. Esta, por sua vez, ao perceber que o ciúme está corroendo seu cônjuge, precisa ajudá-lo naquilo que o faz vulnerável. Talvez, ser mais atento quanto às brincadeiras ou aos tipos de conversas que podem já não ser tão convenientes com os amigos em razão dos compromissos assumidos, ainda mais quando se conhece os efeitos que essas atitudes podem causar na pessoa que amamos. Corrigir ou mudar tais atos é uma atitude de zelo e de atenção às novas necessidades do convívio, como também resposta ao pedido de socorro de quem sofre tais crises.

Precisamos nos sentir livres em nossos relacionamentos e não será exercendo o domínio de posse ou colocando a pessoa amada numa redoma que estaremos expulsando o ciúme ou garantindo a fidelidade que desejamos. O desenvolvimento dos laços de confiança entre os casais traz o amadurecimento para o convívio e tende a neutralizar as forças do ciúme. Vencer essas primeiras dificuldades é um ato de paciência e demonstra o zelo e o cuidado com quem amamos. As inseguranças se dissipam quando o casal aprende a reafirmar, a cada dia, seus propósitos com o outro, independentemente das crises que, normalmente, surgem ao longo da convivência.

Um abraço. Sejamos pacientes um com o outro

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PROGRAMA DE RECICLAGEM, DA RESULTADOS NO VATICANO

janeiro 11, 2009 Deixe um comentário

A reciclagem é uma realidade implantada no Vaticano: um ano após o início da coleta diferenciada de lixo no estado, 42% dos resíduos já são destinados como materiais recicláveis.

Esta realidade confirma o crescimento da preocupação ecológica no Vaticano, particularmente visível nos painéis solares instalados no teto da sala Paulo VI: dos quase 5 mil metros quadrados da cobertura, cerca de 2 mil foram substituídos pelos painéis, enquanto que o restante é utilizado como tela para aumentar a quantidade de energia captada.

O desafio é que o Estado da Cidade do Vaticano seja o primeiro na Europa a cumprir os objetivos europeus, que prevêem que até 2020 se obtenham de fontes renováveis pelo menos 20% da energia consumida.

Quanto à reciclagem, a edição deste sábado do jornal vaticano “L’Osservatore Romano” explica que a virada “ambientalista” da Santa Sé foi motivada pela “vantagem econômica, além de ecológica, da coleta diferenciada”.

Seis toneladas de lixo

O Vaticano produz em média seis toneladas de lixo por ano, que são recolhidas utilizando cerca de 120 mil sacos de polietileno preto e 100 mil sacos menores.

A produção de lixo do Vaticano, no entanto, está fortemente ligada ao fluxo de milhares de turistas que visitam diariamente o estado, sobretudo em datas festivas.

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janeiro 10, 2009 3 comentários


“Frei Betto ama mais os seus irmãos em Castro do que em Cristo”.

Mirian macedo

Adesivo no vidro do carro do freibeto:

“Deus é Fidel”

H.Borges

PERFEITO.

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