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Rosário: Vãs Repetições?

fevereiro 27, 2009 Deixe um comentário


É sumamente importante que, como católicos, saibamos dar razões de nossa fé (1Pe 3,15) e apresentemos o seu fundamento bíblico. Neste caso, o Papa João Paulo II, na sua recente Carta sobre o Rosário nos convocou a mostrarmos os fundamentos bíblicos do mesmo, com sua riqueza espiritual e sua validade pastoral. Com alegria, compartilharemos algumas respostas católicas imediatas que temos dado aos que nos contestam, afirmando ser o Rosário um conjunto de vãs repetições:

1º – Jesus nos ensinou a orar assim:

É falso que a Bíblia proíba repetir palavras na oração. Quando, no evangelho de São Mateus, Jesus nos diz que não se fala muito na oração, vemos o mesmo versículo nos esclarece que Ele estava se referindo aos pagãos, que acreditavam que por fazer palavreados vãos, seriam ouvidos.

A proibição não é a de “repetir palavras”, mas fazer isso sem sentido interior e profundo, pensando que a força está na repetição de palavras, como o fazia um pagão.

Se alguém te dizer o contrário, responda que o próprio Jesus nos deixou o exemplo de rezar repetindo palavras. Foi isso que aconteceu. E foi num dos momentos mais importante da Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois Ele sabia que era chegada a hora de se entregar para a nossa salvação. É a Oração do Horto das Oliveiras. Como foi esta oração? Vejamos o que a Bíblia nos diz:

“Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras” (Mc 14,39).

Se Jesus “orou repetindo as mesmas palavras”, então também nós podemos fazer o mesmo. A menos que alguém diga que Jesus estava errado fazendo assim. Mesmo que o leitor não creia, alguns chegarão ao ponto de afirmar isso, para não reconhecer seu próprio erro!

2º. Os Salmos contém orações repetitivas

Nos parece que nossos irmãos evangélicos não têm lido atentamente a Palavra de Deus, pois nela vemos que vários Salmos da Bíblia são orações cujas partes vão se repetindo a cada dois ou três versículos. Isso é muito comum na Bíblia. Por exemplo:

O Salmo 29 repete: “Voz do Senhor”;

O Salmo 46 repete: “O Senhor dos Exércitos está conosco”;

O Salmo 80 repete: “Restaura-nos, ó Deus”

O Salmo 107 repete: “Rendam graças ao Senhor por sua bondade”.

3º – O Rosário é evidentemente uma Oração Bíblia

– No Rosário repetimos palavras assim como Jesus fez (Mc 14,39);

– O Pai Nosso está na Bíblia (Mt 6,9-13);

– Grande parte da Ave-Maria está na Bíblia (Lc 1,28-55; Jo 2,1-11);

– O Glória (Louvor Trinitário) está na Bíblia (2Cor 13,13-14);

– Os mistérios do Rosário são passagens bíblicas:

Mistérios Gozosos:

1º Mistério: A Encarnação do Filho de Deus (Lc 1,26-38);

2º Mistério: A Visita de Maria à Santa Isabel (Lc 1,39-45);

3º Mistério: O Nascimento de Jesus (Lc 2,1-7);

4º Mistério: A Apresentação do Menino Jesus (Lc 2,22-34);

5º Mistério: Perdido e Reencontrado no Templo (Lc 2,41ss).

Mistérios Luminosos:

1º Mistério: O Batismo de Jesus no Jordão (Mc 1,9-10);

2º Mistério: A Auto-Revelação nas Bodas de Caná (Jo 2,1-11);

3º Mistério: O Anúncio do Reino e o Convite à Conversão (Mc 1,15);

4º Mistério: A Transfiguração (Mc 9,2-8);

5º Mistério: A Instituição da Eucaristia (Lc 22, 19).

Mistérios Dolorosos:

1º Mistério: A Oração de Jesus no Horto (Mc 14,32-38);

2º Mistério: A Flagelação de Jesus (Mc 15,15);

3º Mistério: A Coroação de Espinhos (Mc 15,16-19);

4º Mistério: Jesus com a Cruz às Costas (Mc 15,21-22);

5º Mistério: A Crucificação e a Morte de Jesus (Jo 19,18-30).

Mistérios Gloriosos:

1º Mistério: A Ressurreição de Jesus Cristo (Mt 28,1-6);

2º Mistério: A Ascensão de Jesus (Mc 16,19-20);

3º Mistério: A Vinda do Espírito Santo (Mc 15,16-19);

4º Mistério: A Assunção de Maria ao Céu (Ap 12,14; Ct 6,10);

5º Mistério: A Coroação de Maria (Ap 12,1).

Ainda que a muitos não agrade ou pensam que não necessitam rezá-lo, se há algo de bíblico, isso é o Rosário, como vimos pelas evidências que já mostramos.

Outra coisa, por acaso um marido aborreceria sua esposa, se lhe repetisse: “te amo”, “te amo”, “te amo”…? É claro que não! Muito pelo contrário!

Da mesma forma é o Rosário, um “ramalhete de rosas” para Maria, pedindo sua intercessão e glorificando Nosso Senhor Jesus Cristo, pois o Rosário gira em torno de Cristo.

Texto: Martín Zavala. “Misioneros de la Palabra”.
Tradução: Fábio Alexandro Sexugi

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Os Reformadores e Maria

fevereiro 27, 2009 Deixe um comentário

O sentimento antimariano que presenciamos entre os protestantes não faz parte do verdadeiro ideal da Reforma, mas surgiu pelo falso receio de que o “brilho” de Maria pudesse sombrear ou apagar a verdadeira Luz, que é Jesus Cristo. Graças a Deus, hoje podemos enxergar mudanças em alguns fiéis e teólogos evangélicos, reconhecendo o verdadeiro sentido e valor da Santa Mãe de Deus, tal como defende a Igreja Católica. As citações abaixo, feitas por Lutero e Calvino, reais fundadores do Protestantismo, e outros teólogos sérios, denotam o verdadeiro respeito, carinho e amor que todo cristão deve nutrir pela Mãe de Jesus:

“Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.”

(Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”.)

“Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe (a Maria) um carro de ouro e conduzi-la com quatro mil cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: ‘Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano’. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo e, apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria.”
(Idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Pergunte e
Responderemos” nº 42.)

“Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advém toda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia.”

(Idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”.)

“Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.”

(Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”.)

“O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre vi rgem.”

(Martinho Lutero, “Artigos da Doutrina Cristã”.)

“Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.”

(João Calvino, Comm. Sur l’Harm. Evang.,20.)

“Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.”

“Creio que (Jesus) foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”

(John Wesley, fundador da Igreja Metodista, numa carta de 18 de julho de 1749.)

(Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”.)

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Despertai-Vos 2009

fevereiro 25, 2009 2 comentários



De 22 a 24 de Feveiro, período de carnaval, aconteceu em crateús o 9º DESPERTAI-VOS, que teve como tema A Palavra de Deus.
O Evento aconteceu no Salão João Paulo II, com a presença de pessoas de varias comunidades da diocese. O bispo Dom Jacinto Presidiu a Santa missa no domingo e n segunda feira do Despertai-vos.
O Evento contou com fortes momentos de espiritualidade, pregação da palavra e testemunhos. Os pregadores foram trazidos pela Comunidade Shalom e RCC. Dr. Daniel Cazajeiras abortou o tema da depressão e o sentido da vida.
James Apolinário da Rcc, fez palestras sobre falsas doutrinas e a Promessa do Pai.
O Despertai-vos encerrou na tarde do dia 24, com a santa missa presidida pelo o Padre Genivaldo vigario de Crateús.

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Hino Pontificio

fevereiro 22, 2009 Deixe um comentário


Letra oficial (em latim)
Autor: Monsenhor Raffaello Lavagna

O felix Roma – O Roma nobilis.
Sedes es Petri, qui Romæ effudit sanguinem,
Petri, cui claves datæ sunt regni cælorum.
Pontifex, Tu successor es Petri;
Pontifex, Tu magister es tuos confirmas fratres;
Pontifex, Tu qui Servus servorum Dei,
hominumque piscator, pastor es gregis,
ligans cælum et terram.
Pontifex, Tu Christi es vicarius super terram,
rupes inter fluctus, Tu es pharus in tenebris;
Tu pacis es vindex, Tu es unitatis custos,
vigil libertatis defensor; in Te potestas.
Tu Pontifex, firma es petra, et super petram hanc ædificata est Ecclesia Dei.
O felix Roma – O Roma nobilis.

Letra oficial (em português)
Autor: Dom Marcos Barbosa OSB

Ó Roma eterna, dos Mártires, dos Santos,
Ó Roma eterna, acolhe os nossos cantos!
Glória no alto ao Deus de majestade,
Paz sobre a terra, justiça e caridade!
A ti corremos, Angélico Pastor,
Em ti nós vemos o doce Redentor.
A voz de Pedro na tua o mundo escuta,
Conforto e escudo de quem combate e luta.
Não vencerão as forças do inferno,
Mas a verdade, o doce amor fraterno!
Salve, salve Roma! É eterna a tua história,
Cantam-nos tua glória monumentos e altares!
Roma dos Apóstolos, Mãe e Mestra da verdade,
Roma, toda a cristandade o mundo espera em ti!
Salve, salve Roma! O teu sol não tem poente,
Vence, refulgente, todo erro e todo mal!
Salve, Santo Padre, vivas tanto mais que Pedro!
Desça, qual mel do rochedo,
A bênção do doce Pai!

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Marx, o falso Moisés das massas

fevereiro 21, 2009 Deixe um comentário

Por Peter Kreeft

Por muitos anos, Marx foi visto como um novo Moisés, que libertaria o seu povo escolhido, o proletariado, da escravidão do capital e o conduziria para a Terra Prometida do comunismo. Mas o que se viu na prática é que essa religião sem Deus conduzia os seus adeptos a uma nova escravidão no Egito da mundanidade.

Dentre os muitos opositores da fé cristã, o marxismo certamente não é a filosofia mais importante, imponente ou impressionante da história.

Mas até há pouco tempo era decerto a mais influente. Uma comparação entre os mapas-múndi de 1917, 1947 e 1987 mostra como esse sistema de pensamento fluiu inexoravelmente, a ponto de inundar um terço do mundo em apenas duas gerações, feito apenas emulado duas vezes na história: uma pelo cristianismo e outra pelo islamismo.

Vinte anos atrás, todas as disputas políticas e militares do mundo, da América Central ao Oriente Médio, podiam ser consideradas em termos de comunismo versus anticomunismo.

Em grande medida, o próprio fascismo se tornou popular na Europa – e ainda tem uma força considerável na América Latina – pela sua oposição ao que Marx chama de “espectro do comunismo” na primeira frase do seu Manifesto do Partido Comunista.

O Manifesto foi um dos momentos-chave da história. Publicado em 1848, “o ano das revoluções” pela Europa afora, foi, como a Bíblia, essencialmente uma filosofia da história, passada e futura. Toda a história passada foi reduzida à luta de classes entre opressor e oprimido, mestre e escravo, seja na forma de rei versus povo, pároco versus paroquiano, mestre de guilda versus aprendiz, e mesmo marido versus mulher e pais versus filhos.

Era uma visão da história que consegue ser mais cínica que a de Maquiavel. O amor é totalmente negado ou ignorado; a regra universal é a competição e a exploração.

Mas, para Marx, isso agora pode ser mudado, porque precisamente agora, pela primeira vez na história, não teríamos muitas classes sociais, mas apenas duas: a burguesia (“aqueles que têm”, os proprietários dos meios de produção) e o proletariado (“aqueles que não têm”, que não são proprietários dos meios de produção).

Os proletários deveriam vender-se a si próprios e vender o seu trabalho aos proprietários, até o dia em que a revolução comunista “eliminaria” (eufemismo para “assassinar”) a burguesia, abolindo assim as classes e a luta de classes para sempre e estabelecendo um milênio de paz e igualdade. Ou seja: depois de ter sido cínico com relação ao passado, Marx mostrava-se gritantemente ingênuo com relação ao futuro.

O que fez Marx ser como era? Quais eram as fontes da sua crença?

Marx deliberadamente repudiou (1) a sobrenaturalidade e (2) a peculiaridade das suas raízes judaicas para abraçar (1) o ateísmo e (2) o comunismo. Contudo, o marxismo ainda retinha, de forma secularizada, todos os principais fatores estruturais e emocionais da religião bíblica. Marx, como Moisés, era o profeta que libertava o novo povo escolhido, o proletariado, da escravidão do capital e o conduzia para a Terra Prometida do comunismo, para além do Mar Vermelho da sangrenta revolução mundial e através de um deserto de sofrimento passageiro dedicado ao partido, que era o novo clero.

A revolução era o novo “Dia de Javé”, o Dia do Juízo; os porta-vozes do partido eram os novos profetas; e os expurgos políticos para manter a pureza ideológica dentro do partido eram os novos juízos divinos sobre os descaminhos dos eleitos e dos seus líderes. O tom messiânico do Comunismo tornava-o, tanto na estrutura como no sentimento, mais parecido com uma religião do que qualquer outro sistema político, excetuado o fascismo.

Marx fez à sua herança filosófica hegeliana o mesmo que fez à sua herança religiosa: assumiu as suas formas e o seu espírito sem assumir o seu conteúdo. Transformou o “idealismo dialético” de Hegel no “materialismo dialético”! Por isso, costuma-se dizer que o marxismo inverteu o hegelianismo.

As sete idéias radicais que Marx herdou de Hegel foram:

Monismo: tudo é uma coisa só e a distinção que o senso comum faz entre matéria e espírito é ilusória. Para Hegel, a matéria é apenas uma forma do espírito; para Marx, o espírito é apenas uma forma da matéria.

Panteísmo: a distinção entre Criador e criatura, marca distintiva do judaísmo, é falsa. Na filosofia de Hegel, o mundo transforma-se num aspecto de Deus (Hegel era panteísta); no marxismo, Deus é reduzido ao mundo (Marx era ateu).

Historicismo: tudo muda, mesmo a verdade. Não há nada acima da história e, portanto, o que foi verdade numa época pode ser falso na época seguinte, e vice-versa. Em outras palavras, o Tempo é Deus.

Dialética: a história move-se apenas por conflitos entre forças opostas, a “tese” versus a “antítese” que se unem num patamar superior que é a “síntese”. Isto aplica-se às classes, às nações e às idéias. A valsa da dialética é executada no salão de bailes da história até que finalmente chegue o Reino de Deus – que Hegel identificou com o Estado prussiano. Marx deixou tudo mais internacional e identificou o Reino de Deus com o Estado mundial comunista.

Necessitarismo ou fatalismo: a dialética e os seus resultados não são livres, mas inevitáveis e necessários. O marxismo é uma espécie de predestinação calvinista sem um predestinador divino.

Estatismo: uma vez que não há lei ou verdade eterna e trans-histórica, o Estado é supremo e incriticável. Neste ponto, Marx novamente torna o pensamento de Hegel mais internacional.

Militarismo: uma vez que acima dos Estados não há leis universais, naturais ou eternas para resolver as diferenças entre eles, a guerra é inevitável e necessária enquanto existirem Estados.

Como muitos outros pensadores anti-religiosos desde a Revolução Francesa, Marx adotou o secularismo, o ateísmo e o humanismo do século XVIII, o “século das luzes”, juntamente com o racionalismo e a sua fé na aparente onisciência da ciência e onipotência da tecnologia. Novamente, tratou-se de uma transferência das formas, do sentimento e da função da religião bíblica para um outro deus e uma outra fé. Porque o racionalismo baseia-se numa fé, e não numa evidência. A fé em que a razão humana pode conhecer tudo o que é real não pode ser provada pela razão humana; e a própria crença de que tudo o que é real pode ser provado pelo método científico não pode ser provada pelo método científico.

Além do hegelianismo e do iluminismo, Marx ainda sofreu uma terceira influência: o reducionismo econômico. Como o nome diz, trata-se da redução de todas as questões a questões econômicas. Estivesse Marx lendo este texto agora, diria que a causa real das minhas idéias não é a capacidade da minha mente para conhecer a verdade, mas as estruturas econômicas capitalistas da sociedade que me “produziu”. Marx acreditava que o pensamento é, na sua raiz, totalmente determinado pela matéria; que o homem é totalmente determinado pela sociedade; e que a sociedade é totalmente determinada pela economia. Isso é pôr de cabeça para baixo a idéia tradicional de que a mente comanda o corpo, que os homens comandam as sociedades e as sociedades comandam a economia.

Por fim, dos “socialistas utópicos”, Marx adotou a idéia de posse coletiva da propriedade e dos meios para produzi-la. Diz Marx: “A teoria do comunismo pode ser resumida numa só frase: abolição da propriedade privada”. Na realidade, as únicas sociedades em toda a história a serem bem-sucedidas na prática do comunismo foram os mosteiros, os kibutzim, as tribos e as famílias (instituições que Marx também queria abolir). Todos os governos comunistas (tais como o da União Soviética) transferiram a propriedade privada para as mãos do Estado, não do povo. A crença de Marx de que o Estado “definharia” por conta própria e de bom grado uma vez que eliminasse o capitalismo e pusesse o comunismo no seu lugar provou ser surpreendentemente ingênua. Bem sabemos que, uma vez tomado o poder, apenas a sabedoria e a santidade podem libertá-lo.

O apelo mais profundo do comunismo, especialmente nos países do Terceiro Mundo, não foi a vontade de comunitarismo, mas o que Nietzsche chamou de “a vontade de poder”. Nietzsche viu mais fundo no coração do comunismo que o próprio Marx.

Como Marx lidou com as objeções mais óbvias ao comunismo: que o comunismo suprime a privacidade e a propriedade privada, a individualidade, a liberdade, a motivação para o trabalho, a educação, o casamento, a família, a cultura, as nações, a religião e a filosofia? Marx não negou que o comunismo eliminava essas coisas, mas afirmou que o capitalismo já fizera isso. Argumentva, por exemplo, que o “burguês vê a esposa como um simples instrumento de produção”. Em assuntos mais importantes e delicados, como a família e a religião, oferece-nos mais retórica do que lógica; exemplo: “A conversa mole da burguesia sobre a família e a educação, sobre a sagrada relação entre pais e filhos, deixa o assunto ainda mais asqueroso…” E eis aqui a sua “resposta” às objeções religiosas e filosóficas à sua teoria: “As acusações contra o comunismo feitas de pontos de vista religioso, filosófico e, em suma, ideológico, não merecem um exame sério”.

A mais simples refutação do marxismo é o fato de o materialismo ser autocontraditório. Se as idéias não são nada além de produtos das forças materiais e econômicas, tal como os carros e os sapatos, então as idéias comunistas são simplesmente isso também. Se todas as nossas idéias são determinadas, não pela intuição da verdade, mas pelos movimentos necessários da matéria; se não há meios de controlar os movimentos da nossa língua, então o pensamento de Marx não é mais verdadeiro que o de Moisés. Atacar as bases do pensamento é atacar o próprio ataque.

Marx viu isso e até o admitiu. Reinterpretou as palavras como armas, não como verdades. A finalidade das palavras do Manifesto (e também, em última análise, as palavras da sua obra mais longa e ainda mais pseudo-científica: O capital) não foi provar alguma verdade, mas suscitar a revolução: “Até agora os filósofos interpretaram o mundo de diversas formas, cabe a nós transformá-lo”. Marx era basicamente um pragmático.

Mas há contradição mesmo do ponto de vista pragmático. O Manifesto termina com esta famosa exortação: “Os comunistas rejeitam dissimular as suas perspectivas e propósitos. Declaram abertamente que os seus fins só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social até aqui. Podem as classes dominantes tremer ante uma revolução comunista! Nela os proletários nada têm a perder a não ser as suas cadeias. Têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos!” Mas essa exortação é contraditória, porque Marx negava o livre arbítrio. Tudo já estava definido, a revolução era “inevitável”, escolhesse eu participar dela ou não. Não se pode fazer um apelo ao livre arbítrio e negá-lo ao mesmo tempo.

Além dessas duas objeções filosóficas, há também fortes objeções práticas ao comunismo. Uma delas é o fato de nenhuma das suas previsões ter dado certo. A revolução não aconteceu na data nem no lugar previsto pelos marxistas. O capitalismo não desapareceu, nem o Estado, a família e a religião. E o comunismo não produziu contentamento e igualdade em nenhum dos lugares onde ganhou força.

Marx só foi capaz de fazer uma coisa: bancar o Moisés e conduzir os tolos de volta à escravidão no Egito (mundanidade). O verdadeiro Libertador espera na coxia pelo truão “que se empavona e agita por uma hora no palco” para conduzi-lo, juntamente com os seus colegas tolos, à “empoeirada morte”, precisamente o assunto que os filósofos marxistas se negam a tocar.

Peter Kreeft
Professor de Filosofia no Boston College e autor de inúmeros livros sobre filosofia, apologética e moral.

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INOVAÇÂO: Pe.Joãozinho Lança Novo Disco, e Disponibiliza faixas em Mp3.

fevereiro 8, 2009 Deixe um comentário


Pe.João Almeida, ou simplemste Pe.Joãozinho acaba de lançar seu mas recente trabalho SOU FELIZ POR SER CATÓLICO. O Religioso dos Padres do Coração de Jesus, a muitos anos e nome conhecido do meio católico, sendo também responsável descobrir novos talentos na musicas católica;por suas mãos passaram entre outros, Ziza Fernandes e Padre Fábio de Melo.
A novidade do novo Cd que é uma produção independente, foi sua ousadia em disponibilizar todas as faixam em Mp3 na Internet.
João Almeida garante que o trabalho faz parte de uma inovação no seu ministério, novos tempos, obras novas.

Link das musicas
http://www.palcomp3.cifraclub.terra.com.br/pejoaozinho/

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O DECÁLOGO DE STALIN

fevereiro 8, 2009 Deixe um comentário


Dom Aldo Di Cillo Pagotto
Arcebispo da Paraíba/PB – 04 Fev 2009

Stalin elaborou o seguinte decálogo em 1913, preparando a revolução comunista de caráter bolchevista. Propõe um roteiro metodológico para a desestabilização das instituições sociais e, consequentemente, sua desorganização. O princípio destruidor reside na negação de valores éticos e morais. Primeiramente se destroem os valores nas pessoas. Depois se avança aos outros estágios de corrupção nas demais pessoas e na sociedade. Por fim a corrupção culmina com a tomada do poder, imposto de forma cruel! O decálogo de Stalin corresponde à negação dos Mandamentos da Lei de Deus. Em outras palavras, trata-se da negação dos direitos divinos.

Ora, o decálogo divino tem por princípio e fundamento o Amor de Deus e o serviço ao próximo. Os direitos divinos fundamentam os verdadeiros direitos humanos. O decálogo stalinista-bolchevista tem por princípio o ódio. Por fundamento tem a provocação do caos e por metodologia a tirania. Em poucas frases, nota-se a provocação de dúvida e revolta, por sua vez geradoras de conflitos. Até hoje essa desorganização e metodologia de contestação é usada por certos movimentos populares. É fácil identificar a liberação das paixões desregradas, o orgulho e a sensualidade, provocando em nós atitudes de violência.

Se o leitor notar qualquer outra semelhança ou coincidência, a responsabilidade é do autor do decálogo e não minha, articulista. Cá pra nós, o tal decálogo do Stalin serve de pista para detectar e interpretar certos fatos que acontecem por aí. Vejamos, pois:

1) Corrompa a juventude dando-lhe total liberdade sexual;

2) Infiltre-se e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;

3) Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os aos discursos sobre assuntos sociais;

4) Destrua a confiança do povo nas Instituições e em seus líderes;

5) Fale sempre sobre a democracia e em Estado de direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o poder sem nenhum escrúpulo;

6) Colabore para o esbanjamento do dinheiro público. Coloque em descrédito a imagem do país, especialmente no exterior e provoque pânico e desassossego na população, por meio da inflação;

7) Promova greves nas indústrias do país, mesmo greves ilegais;

8) Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9) Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença na promessa dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não comunistas, expô-los ao ridículo e obrigá-los, sem piedade, a votar somente no que for dos interesses da causa socialista;

10) Procure catalogar todos aqueles que possuem armas de fogo para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa comunista.

FONTE: Arquidiocese da Paraíba/PB

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