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Archive for junho \12\UTC 2009

Oração dos Namorados

junho 12, 2009 1 comentário


Senhor, acendeu-se no meu coração o amor por uma criatura que vós conhecei e amais. Vós próprio me levastes a encontrá-la e a apresentastes a mim. Dou-vos graças por este dom que me enche de profunda alegria, que me torna semelhante a Vós, que sois amor, e que me faz compreender o valor da vida que me destes. Permiti que eu não dissipe esta riqueza que me pusestes no coração; ensinai-me que o amor é doação, e não pode misturar-se com nenhum egoísmo; que o amor é puro, e não pode estar em nenhuma vileza; que o amor é fecundo, e desde agora deve produzir um novo modo de viver em ambos. Eu vos peço, Senhor, por quem me espera e pensa em mim; por quem pôs em mim toda a confiança para o seu futuro; por quem caminha ao meu lado: tornai-nos dignos um do outro, sendo-lhe ajuda e modelo. Ajudai-nos em nossa preparação para o matrimônio, para a sua grandeza, para a sua responsabilidade, a fim de que, desde agora, nossas almas dominem nossos corpos e os guiem pelo amor.

Fonte: Manual de Orações do Regnum Christi, pág. 44.

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Festa do Corpo e do Sangue do Senhor


Dom.Henrique Soares da Costa

“Hoje a Igreja te convida:/ ao pão vivo que dá vida/ vem com ela celebrar!
O que o Cristo fez na ceia/ pede à Igreja que o rodeia repeti-lo até voltar.
Faz-se carne o pão de trigo,/ faz sangue o vinho amigo:/ deve-o crer todo cristão.
Hoje, com a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, a Igreja celebra o mistério de uma Presença, o inesperado modo pelo qual o Senhor cumpriu ao máximo sua promessa tão consoladora, tão amorosa: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos!”

Caros em Cristo, para nossa contemplação do mistério da presença real de Cristo na Eucaristia, respondamos a quatro perguntas: (1) Como se dá a presença de Cristo na sua Igreja? (2) Por que ele quis se nos entregar numa ceia? (3) Por que com pão e vinho? (4) Por que disse “é meu corpo, é meu sangue”? Respondendo esses quesitos, procuremos admirar o modo inaudito com o qual Deus se deu a nós…
A primeira questão: como se dá a presença de Cristo na sua Igreja? A resposta é simples: dá-se na potência do Espírito Santo. O próprio Senhor Jesus havia dito ser melhor para nós que ele partisse… Por quê? Porque esvaziando-se de si mesmo na cruz e sendo plenificado com o Espírito Santo por obra do Pai, ele derramaria seu Espírito em nós, sua Igreja. É assim que ele estará para sempre conosco: onde está o Espírito Santo de Jesus, aí está a força de Jesus, a vida de Jesus, a energia de Jesus, a ação salvífica de Jesus. É por isso que, estando à Direita do Pai, o Senhor estará sempre conosco, em todos os momentos e recantos da terra. É o Espírito de Jesus quem age quando a Palavra é proclamada e escutada, é o Espírito de Jesus quem age nos sacramentos, é o Espírito de Jesus quem nos faz sentir a presença do Senhor quando rezamos. Jamais há presença do Senhor sem o Santo Espírito; jamais o Santo Espírito faz outra coisa além de tornar o Senhor e sua salvação presente em nós, na nossa vida, na vida da Igreja e na vida do mundo. Pois bem se, na força do Espírito, há mil modos do Espírito está presente na sua Igreja, há um modo que é especialíssimo, tão singular que nós chamamos de presença real: é a presença no pão e no vinho eucarísticos. Pela invocação do Espírito Santo e a imposição das mãos do sacerdote, na celebração da Santa Missa, de tal modo o Santo Espírito do Senhor impregna o pão e o vinho, que ali já não há mais pão e vinho, mas o Senhor Jesus morto e ressuscitado, em eterna e amorosa imolação, sempre vivo a interceder por nós. Após a consagração, o pão é Jesus, o vinho é Jesus, todo no pão, todo no vinho, em corpo e sangue, alma e divindade, tão real e perfeito como está no céu. Escutemo-lo para crermos; estejamos atentos para não duvidarmos, como os judeus que acharam dura esta palavra. Escutemos: “Isto é o meu corpo; isto é o meu sangue. Fazei isto em memória de mim! Minha carne é verdadeira comida; meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele; tem a vida eterna e eu o ressuscitarei. Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu Sangue não tereis ávida em vós!” Então, sabemos que Cristo está realmente presente na Eucaristia, sabemos que aquele pão é todo Cristo e aquele vinho é todo Cristo, Senhor da vida, presente pela força transformadora do Espírito Santo.

Passemos à segunda pergunta: Por que o Senhor escolheu uma ceia para se dar a nós, de modo que, ainda hoje, o sacrifício eucarístico tem a forma de um banquete? É porque para o povo da Bíblia, comer à mesma mesa, cear a mesma ceia significa viver a mesma vida. O alimento é vida, e comer o mesmo alimento é partilhar a vida. Pois eis, caríssimos, que o nosso Senhor quis partilhar conosco sua vida, sua morte, sua ressurreição, sua vitória, que agora tem junto ao Pai na força do Santo Espírito! Bem que ele nos havia dito: “Não há maior prova de amor que dar a vida pelos amigos!” Pois ele se deu a nós de verdade, partilhou de verdade toda a sua existência. – Obrigado, Jesus, por tamanha prova de amor! Obrigado, porque fazendo-te homem vieste comer à mesa de nossa existência, partilhando a nossa aventura humana! Obrigado porque nos deste partilhar a tua aventura!

Passemos à terceira pergunta: Por que o Senhor utilizou pão e vinho? Porque são os alimentos mais simples, mais comuns da mesa dos judeus. O pão e o vinho eram o dia-a-dia do pobre e do rico. Ainda hoje, nos países da bacia do Mediterrâneo, ao sentarmo-nos para o almoço ou jantar, encontramos logo na mesa uma garrafa d’água, uma garrafa de vinho e pão fatiado. Pois bem: Jesus não quis ser o Jesus dos grandes momentos, o Jesus de algumas poucas ocasiões; ele quis ser o Jesus de todos os dias, o Jesus de todos os momentos, o Jesus dos pobres e dos ricos, o Jesus de todos e de tudo. Por isso mesmo escolheu sinais tão ínfimos, tão humildes, tão vulgares. – Mais uma vez, obrigado, Jesus, por tua humildade, por tua divina disponibilidade em se dar a nós de modo tão simples, tão desprovido de grandeza! Ensina-nos, pelo pão e vinho eucarístico, a virtude da humildade, da simplicidade, da arte de perceber o valor das coisas humildes e pequena, nas quais tu te escondes…

Por último, a quarta questão: Por que Jesus disse “é meu corpo, é meu sangue”? Corpo ou carne, na Bíblia, não é somente a musculatura da pessoa, mas toda ela – sua inteligência, seus sentimentos, seu corpo, suas emoções, seus planos… É dito carne ou corpo para significar que o homem é frágil, murcha como a erva do campo. Pois bem, quando Jesus diz: “Isto é o meu corpo”, ele quer dizer: “Isto sou eu com minha vida tão frágil, que tomei de vós no seio de Maria, a Virgem. Eu vos dou minha fraqueza humana: meus cansaços, meus sonhos, minhas andanças… Dou-vos tudo quando vive no meio de vós, feito homem, eu, o Verbo que se fez carne!” E o sangue? Não significa simplesmente o líqüido vermelho que corre nas nossas artérias. Sangue, na Bíblia, significa a vida. O sangue derramado significa a vida tirada, a vida violentada. Pois, vede que coisa tão linda: ao dizer “Isto é o meu sangue”, o Senhor está dizendo: “Eu vos dou toda a minha vida que se foi derramando por vós, desde o primeiro momento da minha existência humana. Fui me derramando por vós em cada cansaço, em cada decepção; fui me derramando em cada noite em oração, em cada agonia… até aquela última, da cruz e da sepultura…” Então, meus caros, “isto é o meu corpo, isto é o meu sangue” significa “isto sou eu todo, com o que tenho, com o que sou, com o que vivi e com o que morri, com o que amei e com o que sonhei, que agora entrego a vós e por vós”. Que podemos dizer, meus caros? Digamos simplesmente, ainda uma vez mais: Obrigado, Senhor, por esse amor tão grande, que te fez a nós te entregares assim, totalmente! Dá-nos a graça de, recebendo teu corpo e sangue, plenos do Espírito Santo, na força do mesmo Espírito, fazer de nossa vida uma entrega a ti e, por ti, chegarmos ao Pai, onde estás! Amém.

FOnte:www.padrehenrique.com

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Historia da Festa de Corpus Christi


Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa móvel da Igreja Católica que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.
É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de ‘preceito’, isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.
A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, “para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo.” É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (cân. 395).

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do “Cristo todo” no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sangüíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo. Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo…isto é o meu sangue… fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

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O humor dos Papas


Sério… como um Papa! Utiliza-se comumente esta expressão: sério como um Papa. Aqui, algumas palavras dos sucessores de Pedro através dos séculos fazem negar essa expressão. Confira!

Clemente VI

Pierre Roger entra jovem na Ordem de São Bento e torna-se bem cedo o Abade do convento de Chaise-Dieu. Certo dia, estando em Paris, aconteceu um pequeno incidente. Ele foi atacado de noite na floresta de Randan (Auvergne) por bandidos que roubaram todas as suas vestes e lhe bateram muito, abandonando-o todo machucado com apenas uma pequena túnica. Neste triste estado, nosso monge procura refúgio na casa do padre mais próximo.

O vigário de Turet o recebe fraternalmente e providencia generosamente todas as suas necessidades. Cheio de gratidão, Pierre Roger pergunta: “Quando poderei recompensá-lo?” Seu hospedeiro responde, sem dar muita importância: “Quando o senhor for Papa”.

Ele não acreditou no que disse. Mas o Abade Pierre Roger tornou-se Papa em 1342, com o nome de Clemente VI. A memória do Papa guardou fielmente a lembrança de seu generoso benfeitor, que então foi nomeado primeiro camareiro da Casa Pontifícia e depois Arcebispo de Toulouse.

Urbano V

Durante o exílio de Avignon, um dos Papas que aí moraram, Urbano V, teve a idéia de modificar a regra dos cartuxos; ele pensava que a abstinência completa de carne poderia prejudicar os doentes e os monges de saúde delicada.

Esse projeto transformou-se numa grande consternação entre os cartuxos. As objeções dos gerais da Ordem não conseguiram fazer mudar a opinião do Papa. Então, um dia, um grupo original apareceu na Corte Pontifical. Era uma delegação da Ordem dos Cartuxos, composta pelos membros mais idosos e, apesar disso, cheios de saúde. O porta-voz se apresentou ao Papa e disse: “Agradecemos o interesse de Vossa Santidade, ela revela sua preocupação com o bem-estar e o sofrimento dos seus filhos. Viemos para provar à Santidade que o uso da carne não é necessário para viver longamente e em boa saúde. Nós devíamos enviar aqui os confrades de idade entre 70 e 80 anos, mas pensando que essa demonstração seria mais eficaz se viessem os frades mais idosos ainda, fomos escolhidos para defender nossa santa regra. O mais jovem entre nós tem 87 anos e o mais velho tem 99, que sou eu”. Esta demonstração foi coroada de sucesso e a regra se manteve.

Bento XIV

Por que a Igreja, apesar de tão conciliadora, não repartiu a quaresma em quatro períodos de dez dias, durante as quatro estações do ano?” perguntou um príncipe ao Papa Bento XIV. Ele respondeu: “A Igreja poderia bem ter feito assim, mas ela pensou que não seria muito prudente. De fato, os homens teriam quatro vezes o carnaval, mas teriam jejum uma única vez!”

Leão XII

O Papa Leão XII foi um dia a uma igreja conventual que, segundo diziam, era mal cuidada. Entrou sem ser percebido na igreja e ajoelhou-se para adorar o Santíssimo Sacramento. Antes de ir embora, inspecionou a igreja mais de perto e saiu pouco edificado. Em seguida, visitou o convento onde, como de costume, mostrou-se muito afável. No momento da saída, o prior perguntou: “Vossa Santidade não queria deixar em nossa casa a lembrança da grande honra que nos concedeu hoje?”

“Um souvenir? – replicou o Papa sorrindo – Vá à igreja e encontrará o lugar onde me ajoelhei”.

Quando ele saiu, correram à igreja e descobriram o banco onde estivera ajoelhado. Qual não foi a confusão do prior quando, neste local, encontrou escrito na grossa camada de poeira: “Vidi. Leo”. (Eu vi, Leão). Desde então aplicou-se em manter a igreja num estado exemplar. A lição deu frutos.

Pio IX

Uma dama distinta veio encontrar Pio IX para agradecê-lo: “Santidade, durante muitos anos eu tinha dor nas pernas. Comecei a procurar uma de suas roupas de baixo; ao encontrar, vesti e fui curada imediatamente”.

Pio IX explodiu em risos e respondeu: “Minha boa senhora, você teve mais sorte do que eu. De fato eu, toda manhã, visto duas roupas de baixo minhas, e ainda assim caminho com muita dificuldade”.

De outra feita, um homem foi apresentado ao Papa Pio IX. O Papa perguntou se ele era casado. Ele respondeu: “Não, Santidade. Consegui evitar esta armadilha”. Então o Papa respondeu: “Eu não sabia que havia seis sacramentos e uma armadilha”.

Um velho monge se apresenta um dia a uma audiência entre lágrimas e suspirando. “O que o senhor tem?”, perguntou o Papa. “Foi revelado, Santidade, que o anti-cristo nasceu”. “É verdade? E que idade ele tem?”. “Três ou quatro anos”. “Ah, respondeu o Papa, essa é uma coisa que toca ao meu sucessor. Portanto, enquanto esperamos, durmamos tranqüilamente”.

São Pio X

Em Roma, à Irmã Louise, Filha da Caridade, foi dada a responsabilidade de cuidar da cozinha do hospital das Crianças do Menino Jesus, que o Santo Padre via das janelas de seu gabinete de trabalho. Depois de ter os olhos estragados pela chama constante dos fornos, Irmã Louise levantou-se uma manhã sem distinguir nada senão o contorno das coisas.

O Cardeal protetor da Ordem que visitava o hospital a pedido do Papa, o noticiou a Pio X. Num movimento de sensibilidade total, o Papa entregou seus óculos ao Cardeal: “Irmã Louise não deve perder a vista. Quem prepararia a sopa dos pequenos? Leve, imediatamente meus óculos e assegure a ela que rezo por ela”. O Cardeal cumpriu sua missão e Irmã Louise, tendo colocado os óculos, recobrou instantaneamente a vista e seus olhos retomaram o aspecto normal.

O prodígio teve uma conseqüência que não foi prevista por Pio X. Irmã Louise, transbordante de gratidão e piedade, não quis mais saber de restituir os óculos miraculosos e o Santo Padre de bom humor, concordou com a exigência da boa religiosa, que emprestava os óculos às suas irmãs por alguns segundos como sinal de um favor extraordinário.

Leão XIII

Anunciou-se um dia ao Papa Leão XIII que um senhor de quase cem anos de idade pedia insistentemente para falar com ele. O Papa concordou com a audiência. Quando o ancião encontrou-se na presença do Santo Padre, ajoelhou-se e disse: “Estou muito feliz agora! Pio IX também me concedeu uma audiência alguns dias antes de sua morte”.

Leão XIII replicou, sorrindo: “Se eu soubesse que o senhor era tão perigoso para os Papas, teria retardado esta audiência alguns anos!”

Pio XI

Em novembro de 1931, o líder socialista francês Alberto Thomas encontrava-se em Roma para um congresso internacional e desejou em certa ocasião encontrar-se com Pio XI, mas a prescrição do cerimonial pedia uma genuflexão diante do Santo Padre que para ele era extremamente difícil. A seu pedido, o médico da embaixada da França deu um atestado dizendo que uma antiga ferida no joelho o impedia de se ajoelhar.

O Papa Pio XI concordou voluntariamente com a audiência privada a esse homem político, e no lugar de durar cinco minutos, como previsto, durou cerca de 45 minutos. Quando terminou, Alberto disse bem confuso: “Peço perdão a Vossa Santidade por tê-lo retido tanto tempo”. Mas o Papa respondeu: “De forma alguma. Eu sou pai de todas as crianças da Igreja e acolho todos com o mesmo amor”. Alberto Thomas foi tão tocado, que obedecendo a um movimento súbito do coração, ajoelhou-se e beijou o anel do Papa”. Então o Papa disse com um sorriso fino: “Agradeço a Deus do fundo do coração que vosso ferimento do joelho tenha sido agora perfeitamente curado”.

Como o Bispo de Berlim, D. Nicolas Bares, encontrava-se em Roma em dezembro de 1927, e iria estar com o Papa Pio XI, as crianças das escolas tinham escrito cartas ao seu Bispo com os votos de boas festas. Entre elas, havia uma que causou ao Bispo uma alegria toda especial. Como iria no dia seguinte ser recebido em audiência pelo Papa, levou a pequena carta: “Caro D. Bispo, desejo ao senhor tudo que há de melhor, em particular, que permaneça sempre um bom católico“.

O Papa Pio XI chorou de rir lendo essas palavras e disse: “Eis aqui o melhor dos votos para nós Bispos. Sim, isto é sempre para nós necessário: permanecer intrépida e puramente católicos”.

Depois da morte do Cardeal Essi, Arcebispo de Milão, a população começou a falar deste ou daquele prelado como seu sucessor.

“Somente quando os milaneses terminarem de eleger o seu Arcebispo, diz Pio XI, eu o nomearei”.

João XXIII

Quando era núncio em Paris, João XXIII abordou durante uma recepção o representante da União Soviética: “Senhor embaixador, nós não somos da mesma paróquia, mas constato com prazer que pertencemos ao mesmo bairro!”

Antes de entrar no conclave que o elegeria Papa, o Cardeal Roncalli, futuro João XXIII, escutou esta frase a seu respeito: “Meu Deus, como ele é gordo!”

“Oh, vocês sabem, respondeu ele jovialmente, um conclave não é um concurso de beleza!”

Um Bispo recentemente nomeado confiou a João XXIII sua dificuldade de dormir por causa das preocupações de seu novo cargo.

“Oh, disse o Papa, isso me aconteceu também, nas primeiras semanas do meu pontificado. Mas um dia, meu anjo da guarda me apareceu e me disse: ‘Não se leve muito a sério!’ Depois desse dia, consegui dormir toda noite.

Fonte:revista shalom maná

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IGREJA CATOLICA MÃE DAS UNIVERSIDADES

junho 4, 2009 3 comentários



Prof.Felipe Aquino

Os estudantes universitários normalmente têm um conhecimento pouco profundo sobre a Idade Média; e porque muitos são mal informados, acham que foi um período de ignorância, superstição e repressão intelectual por parte da Igreja católica. No entanto, foi exatamente na Idade Média que surgiu a maior contribuição intelectual para o mundo: o sistema universitário.
A universidade foi um fenômeno totalmente novo na história da Europa. Nada como ele existiu no mundo grego ou romano afirmam os historiadores.

O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja. A Universidade medieval não tem precedentes históricos; no mundo grego houve escolas públicas, mas todas isoladas. No período greco-romano cada filósofo e cada mestre de ciências tinham “sua escola”, o que implicava justamente no contrário de uma Universidade. Esta surgiu na Idade Média, pelas mãos da Igreja Católica, e reunia mestres e discípulos de várias nações, os quais constituíam poderosos centros de saber e de erudição.

Por volta de 1100, no meio de uma grande fermentação intelectual, começam as surgir as Universidades; o orgulho da Idade Média cristã, irmãs das Catedrais. A sua aparição é um marco na história da civilização Ocidental que nenhum historiador tem coragem de negar. Elas nasceram às sombras das Catedrais e dos mosteiros. Logo receberam o apoio das autoridades da Igreja e dos Papas. Assim, diz Daniel Rops, “a Igreja passou a ser a matriz de onde saiu a Universidade” (A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, pág. 345).

Tudo isso nesta bela época que alguns teimam em chamar maldosamente de “obscura” Idade Média. A razão e a fé sempre caminharam juntas na Igreja.

A raiz das Universidades esta no século IX com as escolas monásticas da Europa, especialmente para a formação dos monges, mas que recebiam também estudantes externos. Depois, no século XI surgiram as escolas episcopais; fundadas pelos bispos, os Centros de Educação nas cidades, perto das Catedrais. No século XII surgiram centros docentes debaixo da proteção dos Papas e Reis católicos, para onde acorriam estudantes de toda Europa.

A primeira Universidade do mundo Ocidental foi a de Bolonha (1158), na Itália, que teve a sua origem na fusão da escola episcopal com a escola monacal camaldulense de São Félix. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.). A segunda, e que teve maior fama foi a Universidade de Paris, a Sorbone, que surgiu da escola episcopal da Catedral de Notre Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luiz IX, rei de França, Sorbon. Ali foram estudar muitos grandes santos como Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Tomás de Aquino. A universidade de Paris (Sorbonne) era chamada de “Nova Atenas” ou o “Concílio perpétuo das Gálias”, por ser especialmente voltada à teologia.

O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” utilizada para um centro de estudo é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”. A universidade de Oxford, na Inglaterra surgiu de uma escola monacal organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254.

Salamanca é a Universidade mais antiga da Espanha das que ainda existem, fundada pela Igreja; seu lema é “Quod natura non dat, Salmantica non praestat” (O que a natureza não nos dá, Salamanca não acrescenta”. Entre as universidades mais antigas está a de Santiago de Compostela. A cidade foi um foco de cultura desde 1100 graças ao prestígio de sua escola capitular que era um centro de formação de clérigos vinculados à Catedral. A Universidade de Valladolid é anterior à de Compostela já que em 1346 obteve do papa Clemente VI a concessão de todas as faculdades, exceto a de Teología.

Em 1499 o Cardeal Cisneros fundou a famosa universidade “Complutense” mediante a Bula Pontifícia concedida pelo Papa Alexandre VI. Nos anos de 1509-1510 já funcionavam cinco Faculdades: Artes e Filosofía, Teología, Direito Canônico , Letras e Medicina.

Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja. O Papa Clemente V (1305-1314) no Concílio universal de Viena em 1311, mandou que se instaurassem nas escolas superiores cursos de línguas orientais (hebreu, caldeu, árabe, armênio, etc.), o que em breve foi feito também em Paris, Bolonha, Oxford, Salamanca e Roma.

A atual Universidade de Roma, La Sapienza – onde tristemente estudantes e professores impediram o Papa Bento XVI de proferir a aula inaugural em 2008 – foi fundada há sete séculos, em 1303, pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303), com o nome de “Studium Urbis”.

Das 75 Universidades criadas de 1100 a 1500, 47 receberam a Bula papal de fundação, enquanto muitas outras, que surgiram espontaneamente ou por decisão do poder secular, receberam em seguida a confirmação pontifícia, com a concessão da Faculdade de Teologia ou de Direito Canônico. (Sodano, 2004).

As universidades atraíam multidões de estudantes, da Alemanha, Itália, Síria, Armênia e Egito. Vinham para a de Paris chegavam a 4000, cerca de 10% da população.

Só na França havia uma dezena de universidades: Montepellier (1125), Orleans (1200), Toulouse (1217), Anger (1220), Gray, Pont-à-Mousson, Lyon, Parmiers, Norbonne e Cabors. Na Itália: Salerno (1220), Bolonha (1111), Pádua, Nápoles e Palerno. Na Inglaterra: Oxford (1214), nascida das Abadias de Santa Frideswide e de Oxevey, Cambridge. Além de Praga na Boêmia, Cracóvia (1362), Viena (1366), Heidelberg (1386). Na Espanha: Salamanca e Portugal, Coimbra. Todas fundadas pela Igreja. Como dizer que a Idade Média cristã foi uma longa “noite escura” no tempo? As universidades medievais foram centros de intensa vida intelectual, onde os grandes homens se enfrentavam em discussões apaixonadas nos grandes problemas. E a fé era o fermento que fazia a cultura crescer.

Graças ao latim todos se entendiam, era a língua universal e acadêmica; esta permitia aos sábios comunicar-se de um ponto a outro da Europa Ocidental. Havia uma unidade interna e de obediência aos mesmos princípios; era o reflexo de uma civilização vigorosa, segura de sua força e de si mesma.

A partir de 1250 o grego foi ensinado nas escolas dominicanas e, a partir de 1312 nas universidades de Sorbonne, Oxford, Bolonha e Salamanca. Abria-se assim um novo campo ao pensamento que desencadeou uma onda de paixão filosófica no nascimento da Escolástica-teologia e filosofia unidas para provar uma proposição de fé.

Santo Agostinho, Cassidoro, Santo Isidoro de Sevilha, Rábano Mauro e Alamino, os grandes mestres da Antigüidade, se apoiavam sobretudo nas Sagradas Escrituras. Agora o intelectual cristão da Idade Média quer demonstrar que os dogmas estão de acordo com a razão e que são verdadeiros. É a “teologia especulativa”, onde a filosofia é amiga da teologia. Os problemas do mundo são estudados agora sob esta dupla ótica.

A Universidade medieval era um mundo turbulento e cosmopolita; os estudantes de Paris estavam repartidos em quatro nações: os Picardos, os Ingleses, os Alemães e os Franceses. Os professores também vinham de diversas partes do mundo: havia Sigério de Brabante (Bélgica), João de Salisbury (Inglaterra), S. Alberto Magno (Renânia), S. Tomás de Aquino e São Boaventua da Itália.
Os problemas que apaixonavam os filósofos, eram os mesmos em Paris, em Oxford, em Edimburgo, em Colônia ou em Pavia. O mundo estudantil era também um mundo itinerante: os jovens saiam de casa para alcançar a Universidade de sua escolha; voltavam para sua terra nas festas. O sistema universitário que temos hoje com cursos de graduação, pós-graduação, faculdades, exames e graus veio diretamente do mundo medieval.

Os papas sabiam bem da importância das universidades nascentes para a Igreja e para o mundo, e por isso intervinham em sua defesa muitas vezes. O Papa Honório III (1216-1227) defendeu os estudantes de Bolonha em 1220 contra as restrições de suas liberdades. O Papa Inocêncio III (1198-1216) interveio quando o chanceler de Paris insistiu em um juramento à sua personalidade. O Papa Gregório IX (1227-1241) publicou a Bula “Parens Scientiarum” em nome dos mestres de Paris, onde garantiu à Universidade de Paris (Sorbonne) o direito de se auto-governar, podendo fazer suas leis em relação aos cursos e estudos, e dando à Universidade uma jurisdição papal, emancipando-a da interferência da diocese.

O papado foi considerado a maior força para a autonomia da Universidade, segundo A. Colban (1975). Era comum as universidades trazerem suas queixas ao Papa em Roma. Muitas vezes o Papa interveio para que as universidades pagassem os salários dos professores; Bonifácio VIII (1294-1303), Clemente V (1305-1314), Clemente VI (1342-1352), e Gregório XI (1370-1378) fizeram isso. “Na universidade e em outras partes, nenhuma outra instituição fez mais para promover o saber do que a Igreja Católica”, garante Thomas Woods( pg. 51).

O processo para se adquirir a licença para ensinar era difícil. Para se ter idéia da solenidade e importância do ato, basta dizer que em St. Genevève a pessoa para ser licenciada se ajoelhava diante do Vice-chanceler, que dizia:
“Pela autoridade dos Apóstolos Pedro-Paulo, dou-lhe a licença de ensinar, fazer palestras, escrever, participar de discussões… e exercer outros atos do magistério, ambos na Faculdade de Artes em Paris e outros lugares, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém” [Daly, 1961; pg 135].

Uma riqueza da universidade medieval é que era atenta às finalidades sociais. Não se aceitava a idéia de uma cultura desinteressada, ou um saber exclusivamente para seu próprio benefício pessoal. “Deve-se aprender apenas para a própria edificação ou para ser útil aos outros; o saber pelo saber é apenas uma vergonhosa curiosidade”, já havia dito São Bernardo (1090-1153).

Para Inocêncio IV (1243-1254) a Universidade era o “Rio da ciência que rege e fecunda o solo da Igreja universal”, e Alexandre IV (1254-1261) a chamava de: “Luzeiro que resplandece na Casa de Deus” (Daniel Rops, pg.348).

Portanto, são maldosos ou ignorantes da História aqueles que insistem em se referir à Idade Média e à Igreja como promotoras da inimizade à Ciência e perseguidora dos cientistas.

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De Roma Padre adverte Dom Fernando Figueredo,bispo de santo amaro SP

junho 4, 2009 3 comentários

O Pe. Luiz Carlos Lodi, da Associação Pró-vida de Anápolis, escreveu uma carta a D. Fernando Figueiredo, bispo da Diocese de Santo Amaro, em São Paulo, para comunicando e alertando Sua Excelência quanto à conveniência de permitir que a Srª Dilma Roussef, faça leituras durante a celebração da Santa Missa.

Assim escreveu o Pe. Lodi:

‹‹ Prezado Dom Fernando. Estou em Roma, hospedado em um convento de frades franciscanos, enquanto estudo “Licenza” em Bioética. Já me havia chocado o fato de a TV Canção Nova ter chamado Sra. Dilma Rousseff para fazer a leitura em certa celebração litúrgica. Agora a imprensa noticia que o mesmo foi feito na Diocese de Santo Amaro, em uma Santa Missa celebrada pelo Padre Marcelo Rossi (ver 1 e 2). Nem sempre podemos acreditar em tudo o que a imprensa diz, mas a notícia (verdadeira ou falsa) de que uma defensora do aborto e do homossexualismo foi convidada para ler a Sagrada Escritura durante a Santa Missa precisa ser esclarecida. De outro modo, alguns cristãos (que conhecem a pré-candidata) ficarão escandalizados. Outros (que não a conhecem) pensarão que é razoável votar nela nas próximas eleições presidenciais. Sra. Dilma representa para nós o perigo de que a opressão petista venha a se perpetuar, com toda a desagregação moral que o governo Lula tem promovido: aborto, “casamento” homossexual, adoção de crianças por homossexuais, perseguição religiosa sob o nome de combate à “homofobia”, distribuição de cartilhas de pornografia para as crianças nas escolas públicas, críticas ferozes à Igreja por defender a vida e a castidade etc. A perseguição que agora sofre Dom José Cardoso Sobrinho é uma pequena amostra do que nos espera se o Partido dos Trabalhadores conseguir eleger sua pré-candidata. Deus se compadeça de nós. Esse pesadelo precisa acabar. Subscrevo-me pedindo-lhe a bênção. Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, Presidente do Pró-Vida de Anápolis ››.

Fonte: Fratres In Unum

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O Milagre de São Genaro


Não! O milagre de São januário não será trazer o vasco da gama de volta a primeira divisão.rsrsrsr. No brasil quando se fala em São januário logo vem a mente o estádio do vasco, Seu nome oficial é Estádio Vasco da Gama, mas ficou conhecido como São Januário, por ter parte dele na rua São Januário. É o maior estádio de futebol privado do Rio de Janeiro.
Nós aqui, porém, vamos falar de São Januário ou San Gennaro. Ele foi bispo de Benevento e é mártir tanto para a Igreja Católica Romana como para as Igrejas Católicas Ortodoxas.

Célebre patrono da cidade italiana de Nápoles, onde é conhecido como San Gennaro. É festejado todos os 19 de setembro, quando se repete o milagre da transubstanciação (transformação) de seu sangue, armazenado num relicário.
O milagre de São Januário (San Gennaro)
São Januário nasceu em Nápoles, no ano 270 d.C. Nada se sabe ao certo sobre os primeiros anos de sua vida. Em 302 foi ordenado sacerdote, e por sua piedade e virtude foi escolhido, pouco depois, para Bispo de Benevento. Sua caridade, infatigável zelo e solicitude pastoral desterraram de sua diocese a indigência, tendo ele socorrido a todos os necessitados e aflitos.

Quando em 304, o imperador romano Diocleciano desencadeou em todo o Império cruel perseguição contra o Cristianismo, obrigando os fiéis a oferecer sacrifícios às divindades pagãs, nosso santo teve muitas ocasiões de manifestar o valor de seu zelo, socorrendo os cristãos, não só nos limites de sua diocese, mas em todas as cidades circunvizinhas. Penetrava nos cárceres, estimulando seus irmãos na fé e perseverança final, alcançando também, naquela ocasião. grande número de conversões. O êxito de seu apostolado não tardou a despertar atenção de Dracônio, governador da Campânia, que o mandou prender.

Diante do tribunal, São Januário foi reprovado pelo pró-consul Timóteo, que lhe apresentou a seguinte alternativa:
— “Ou ofereces incenso aos deuses, ou renuncias à vida”.
— “Não posso imolar ao inimigo, pois tenho a honra de sacrificar todos os dias ao verdadeiro Deus” – respondeu com altaneria o santo, referindo-se à celebração eucarística.

Irado, o pró-consul ordenou que o santo Bispo fosse lançado imediatamente numa fornalha ardente. Mas Deus quis renovar em favor de seu fiel servo o milagre dos três jovens israelitas, atirados também nas chamas, de que fala o Antigo Testamento. São Januário saiu desta prova do fogo ileso, para grande surpresa dos pagãos.
O tirano, atribuindo o prodígio a artes mágicas, ordenou que São Januário e mais seis outros cristãos fossem conduzidos a Puzzoles, onde seriam lançados às feras na arena.
No dia marcado para o suplicio, o povo lotou o anfiteatro da cidade.

No centro da arena. São Januário encorajava os companheiros: “Ânimo, irmãos, este é o dia do nosso triunfo, combatamos com valor nosso sangue por Aquele Senhor, a quem devemos a vida”.
Mal terminara de falar foram libertados leões, tigres e leopardos famintos, que correram em direção às vítimas. Mas, em lugar de despedaçá-las, prostraram-se diante do Bispo de Benevento e começaram a lamber-lhes os pés. Ouviu-se então um grande murmúrio no anfiteatro, que reconhecia não existir outro verdadeiro Deus senão o dos cristãos. Muitos pediram clemência. Mas o pró-consul, cego de ódio, mandou decapitar aqueles cristãos, sendo executada a ordem na praça Vulcânia, no dia 19 de setembro de 305.

Os corpos dos mártires foram conduzidos pelos fiéis às suas respectivas cidades. Segundo relataram as crônicas, uma piedosa mulher recolheu em duas ampolas o sangue que escorria do corpo de São Januário, quando este era transportado para Benavento.
Os restos mortais do Bispo mártir foram transladados para sua cidade nata — Nápoles — em 432. No ano 820 voltaram para Benavento. Em 1497 retornaram definitivamente para Nápoles, onde repousam até hoje, em majestosa Catedral gótica.

Aí se realiza o perpétuo sangue, que se dá duas vezes por ano, no sábado que antecede o primeiro domingo de maio aniversário da primeira transladação, e a 19 de setembro, festa do martírio do santo e no dia 16 de dezembro (dia em que Nápoles foi protegido da erupção do Vesúvio). As datas da liquefação do sangue de São Januário são celebradas com grande pompa e esplendor.

As relíquias são expostas ao público, e se a liquefação não se verifica imediatamente. iniciam-se preces coletivas. Se o milagre tarda, os fiéis compenetram-se de que a demora se deve a seus pecados. Rezam então orações penitenciais, como o salmo “Miserere”, composto pelo Santo Rei Davi.

Quando o milagre ocorre, o Clero entoa solene Te Deum, a multidão prorrompe em vivas. os sinos repicam e toda a cidade se rejubila.
Entretanto, sempre que nas datas costumeiras o sangue não se liquefaz, Isso significa o aviso de tristes acontecimentos vindouros, segundo uma antiga tradição nunca desmentida.

O sangue de São Januário está recolhido em duas ampolas de vidro, hermeticamente fechadas, protegido por duas lâminas de cristal transparente. A ampola maior possui 60 cm cúbicos de volume; a menor tem capacidade de 25 cm cúbicos. Em geral, o sangue endurecido ocupa até a metade da ampola maior; na menor, encontra-se disperso em fragmentos.

A liquefação do sangue produz-se espontaneamente, sob as mais variadas circunstâncias, independentemente da temperatura ou do movimento, o sangue passa do estado pastoso ao fluido e, até, fluidíssimo. A liquefação ocorre da periferia para o centro e vice-versa. Algumas vezes, o sangue liquefaz-se instantânea e inteiramente, ou, por vezes, permanece um denso coágulo em meio ao resto liquefeito.

Alterar-se o colorido: desde o vermelho mais escuro até o rubro mais vivo. Não poucas vezes surgem bolhas e sangue fresco e espumante sobe rapidamente até o topo da ampola maior.
Trata-se verdadeiramente de sangue humano, comprovado por análises espectroscópicas.

Há algumas peculiaridades, que constituem outros milagres dentro do milagre liquefação, há uma variação do volume: algumas vezes diminui e outras vezes aumenta até o dobro. Varia também quanto à massa e quanto ao peso.

Em janeiro de 1991, o prof. G. Sperindeo utilizando-se, com o máximo cuidado, de aparelhos de alta precisão, encontrou uma variação de cerca de 25 gramas. O peso aumentava enquanto o volume diminuía. Esse acréscimo de peso contraria frontalmente o princípio da conservação da massa (uma das leis fundamentais da Física) e é absolutamente inexplicável, pois as ampolas encontram-se hermeticamente fechadas, sem possibilidade de receber acréscimo de substâncias do exterior.
A notícia escrita mais antiga e segura do milagre consta de uma crônica do século XIV. Desde 1659, estão rigorosamente anotadas todas as liquefações, que já perfazem mais de dez mil!

A relíquia de São Januário tem protegido Nápoles eficazmente contra a peste e as erupções do Vesúvio, distante da cidade apenas duas léguas e meia. Por ocasião de uma erupção em 1707, que ameaçava destruir Nápoles, o povo levou as ampolas em solene procissão até o sopé do vulcão; imediatamente a erupção cessou!

Em 1944, o Vesúvio expeliu lavas, cinzas, pedras e uma poeira arenosa, que alcançou grande altura. Foi sua última erupção. O vento levou essa poeira através do Mediterrâneo, a qual chegou a atingir a Grécia, a Turquia, a Espanha e o Marrocos. Nápoles permaneceu imune.

Supliquemos na data de hoje a este grande Santo Protetor, que salve não apenas Nápoles, mas a Itália e o mundo inteiro de um incêndio mil vezes pior do que o produzido por erupções vulcânicas: o comunismo, a seita atéia, antinatural e igualitária, que visa varrer da face da terra o nome cristão.

(parte do texto, oriundo de http://www.sangennaro.org.br, com pequenas modificações)

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