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Archive for janeiro \20\UTC 2010

Nos Fala Dom Rafael Cifuentes…

janeiro 20, 2010 Deixe um comentário

O coração não foi feito para amoricos, dizíamos, mas para amores fortes. Osentimentalismo é para o amor o que a caricatura é para o rosto. Alguns parecem ter o coração de chiclete: apegam-se a tudo. Uns olhos bonitos, uma voz meiga, um caminhar charmoso, podem fazer-lhes tremer os fundamentos da fidelidade. Outros parecem inveterados novelistas: sentem sempre a necessidade de estar envolvidos em algum romance, real ou imaginário, sendo eles os eternos protagonistas: dão a impressão de que a televisão mental lhes absorve todos os pensamentos.

Precisamos educar o nosso coração para a fidelidade. Amores maduros são sempre amores fiéis. Não podemos ter um coração de bailarina. A guarda dos sentidos – especialmente da vista – e da imaginação há de proteger-nos da inconstância sentimental, do comportamento volátil de um “beija-flor”…

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PARTE 3

janeiro 17, 2010 Deixe um comentário
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PARTE 2

janeiro 17, 2010 Deixe um comentário
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A descoberta de um sentido no sofrimento – Dr.Viktor Frankl PARTE 1

janeiro 17, 2010 Deixe um comentário

Gostaria de partilhar uma entrevista fantastica do Dr. Viktor Frankl em 1985 na africa do sul sobre o sentido da vida.

Agradecimentos especiais ao http://www.youtube.com/user/gilbertoedson que num verdadeiro apostolado traduziu a entrevista para o português.

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SETE EXCELÊNCIAS DA BATINA

janeiro 11, 2010 Deixe um comentário

Trago aqui um texto de autoria do Padre Jaime Tovar Patrón sobre o uso da batina. O texto foi publicado originalmente no Blog Cristo Rei Nosso, e citado no Portal Presbíteros. Façam-no chegar ao conhecimento dos sacerdotes! 

Esta breve coleção de textos nos recorda a importância do uniforme sacerdotal, a batina ou hábito talar. Valha outro tanto para o hábito religioso próprio das ordens e congregações. Em um mundo secularizado, da parte dos consagrados não há melhor testemunho cristão que a vestimenta sagrada nos sacerdotes e religiosos.

SETE EXCELÊNCIAS DA BATINA

“Atente-se como o impacto da batina é grande ante a sociedade, que muitos regimes anticristãos a têm proibido expressamente. Isto nos deve dizer algo. Como é possível que agora, homens que se dizem de Igreja desprezem seu significado e se neguem a usá-la?”

Hoje em dia são poucas as ocasiões em que podemos admirar um sacerdote vestindo sua batina. O uso da batina, uma tradição que remonta a tempos antiqüíssimos, tem sido esquecido e às vezes até desprezado na Igreja pós-conciliar. Porém isto não quer dizer que a batina perdeu sua utilidade, se não que a indisciplina e o relaxamento dos costumes entre o clero em geral é uma triste realidade.

A batina foi instituída pela Igreja pelo fim do século V com o propósito de dar aos seus sacerdotes um modo de vestir sério, simples e austero. Recolhendo, guardando esta tradição, o Código de Direito Canônico impõe o hábito eclesiástico a todos os sacerdotes.

Contra o ensinamento perene da Igreja está a opinião de círculos inimigos da Tradição que tratam de nos fazer acreditar que o hábito não faz o monge, que o sacerdócio se leva dentro, que o vestir é o de menos e que o sacerdote é o mesmo de batina ou à paisana.

Sem dúvida a experiência mostra o contrário, porque quando há mais de 1500 anos a Igreja decidiu legislar sobre este assunto foi porque era e continua sendo importante, já que ela não se preocupa com ninharias.
Em seguida expomos sete excelências da batina condensadas de um escrito do ilustre Padre Jaime Tovar Patrón

1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE

Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa.

2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO

Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos.
Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento.

As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis tem lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização.

3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS

O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.

4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS

A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade.
Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais.
Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros.

Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.

5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS

O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?

6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR

A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja.

Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.

7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO

Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.

Estas sete excelências da batina poderão ser aumentadas com outras que venham à tua mente, leitor. Porém, sejam quais forem, a batina sempre será o símbolo inconfundível do sacerdócio, porque assim a Igreja, em sua imensa sabedoria, o dispôs e têm dado maravilhosos frutos através dos séculos.

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Homilia na Solenidade da Epifania: Força de Deus é amor

janeiro 6, 2010 Deixe um comentário

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, Solenidade da Epifania, a grande luz que irradia da Gruta de Belém ultrapassa os Magos provenientes do Oriente e inunda toda a humanidade. A primeira leitura trata do Livro do profeta Isaías, e a passagem do Evangelho de Mateus, que acabamos de ouvir, põe a promessa e seu cumprimento uma ao lado da outra, naquela particular tensão que existe quando se lê as passagens do Antigo e do Novo Testamento em sequência.

Aqui, aparece diante de nós a esplêndida visão do profeta Isaías, o qual, após as humilhações sofridas pelo povo de Israel pelas potências deste mundo, vê o momento em que a grande luz de Deus, aparentemente impotente e incapaz de proteger seu povo, cobrirá toda a terra, de modo que os reis das nações se curvarão diante dele, virão de todos os cantos da terra e colocarão aos seus pés os mais valiosos tesouros. E o coração do povo tremerá de alegria.

A respeito dessa visão, o quadro que apresenta o evangelista Mateus é de pobreza e humildade: parece impossível reconhecer o cumprimento das palavras do profeta Isaías. De fato, foram a Belém não os poderosos e os reis da terra, mas os Magos, personagens desconhecidos, talvez vistos com desconfiança; de qualquer modo, não dignos de atenção especial. Os habitantes de Jerusalém são informados do acontecido, mas não consideram necessário se incomodar, e nem mesmo em Belém parece que haja alguém que cuide do nascimento do Menino, chamado de Rei dos Judeus pelos Magos, ou destes homens vindos do Oriente para visitá-lo.

Logo depois, quando o rei Herodes dirá que efetivamente detém o poder, forçando a Sagrada Família a fugir para o Egito e oferecendo uma prova de sua crueldade com o massacre dos inocentes (cf. Mt 2,13-18), o episódio dos Magos parece ser cancelado e esquecido. É, então, compreensível que a alma e o coração dos crentes de todas as épocas sejam atraídos mais pela visão do profeta que pelo sóbrio conto do evangelista, como atestam também as representações desta visita em nossos presépios, onde aparecem camelos, dromedários, reis poderosos deste mundo, que se ajoelham diante do Menino e colocam aos seus pés os dons mais preciosos.

Mas devemos prestar mais atenção ao que os dois textos nos comunicam. Na realidade, o que Isaías viu com seu olhar profético? Em um só momento, ele vê uma realidade destinada a marcar toda a história. Mas também o evento que Mateus nos narra não é um breve episódio insignificante, que se encerra com o retorno precipitado dos Magos para suas terras. Ao contrário, é um começo. Esses personagens do Oriente não são os últimos, mas os primeiros da grande procissão daqueles que, através de todos os períodos da história, reconhecem a mensagem da estrela, sabem caminhar na estrada indicada pela Sagrada Escritura e sabem encontrar, por isso, Aquele que é aparentemente fraco e frágil, mas que, ao contrário, tem o poder de dar a maior e mais profunda alegria ao coração humano. Nele, de fato, se manifesta a realidade estupenda do Deus que nos conhece e está perto de nós, que sua grandeza e poder não se expressam na lógica do mundo, mas na lógica de um menino indefeso, cuja força é apenas aquela do amor que confia em nós.

No decorrer da história, sempre há pessoas que são iluminadas pela luz da estrela, que encontram a estrada e vão a Ele. Todos vivem, cada um à sua maneira, a própria experiência dos Magos.

Eles levaram ouro, incenso e mirra. Certamente não são os presentes que satisfazem as necessidades básicas ou diárias. Naquele momento, a Sagrada Família precisaria certamente de qualquer coisa diferente de incenso e mirra, e nem o ouro podia ser útil imediatamente. Mas estes dons têm um profundo significado: eles são um ato de justiça. De fato, segundo a mentalidade vigente à época no Oriente, representam o reconhecimento de uma pessoa como Deus e Rei: são um ato de submissão. Eles querem expressar que, a partir daquele momento, as doações pertencem ao soberano e reconhecem sua autoridade. A conseqüência que disso deriva é imediata. Os Magos não podem mais continuar pela sua estrada, não podem mais retornar a Herodes, não podem mais ser aliados com aquele soberano poderoso e cruel. São agora conduzidos sempre pela estrada do Menino, aquela que os levará a negligenciar os grandes e poderosos deste mundo e os portará Àquele que espera entre os pobres, a estrada do amor que é a única que pode transformar o mundo.

Não apenas, portanto, os Reis Magos se colocam a caminho, mas daquele seu ato foi iniciado algo novo, é traçada uma nova estrada, é acesa sobre o mundo uma nova luz que não morre. A visão do profeta se realiza: aquela luz não pode mais ser ignorada no mundo: os homens se moverão em direção àquele Menino e serão iluminados pela alegria que somente Ele pode dar. A luz de Belém continua a resplandecer em todo o mundo.Para todos os que o receberam, Santo Agostinho recorda: “Também nós, reconhecendo Cristo como nosso rei e sacerdote que morreu por nós, o devemos honrar como se tivéssemos ofertado ouro, incenso e mirra; falta-nos apenas testemunhá-Lo para tomar uma rota diferente daquela pela qual temos andado”(Sermão 202. In Epiphania Domini, 3,4).

Portanto, se lemos a promessa do profeta Isaías e seu cumprimento no Evangelho de Mateus no contexto mais amplo de toda a história, aparece evidente o que é dito, e que aquilo que tentamos reproduzir no presépio não é um sonho e nem um vão jogo de sentimentos e emoções, privado de vigor e realidade, mas é a verdade que brilha no mundo, também quando Herodes parece sempre ser mais forte e que o Menino pareça ser conduzido entre aqueles que não tem importância, ou mesmo pisoteado. É somente naquele Menino que se manifesta o poder de Deus, que reúne os homens de todos os séculos, para que sob o seu senhorio percorram o caminho do amor, que transfigura o mundo. Entretanto, mesmo que os poucos de Belém tenham se tornado muitos, os crentes em Jesus Cristo parecem ser sempre poucos. Muitos viram a estrela, mas poucos têm entendido a mensagem. Os estudiosos das escrituras do tempo de Jesus conheciam perfeitamente a palavra de Deus. Eram perfeitamente capazes de dizer, sem qualquer dificuldade, o que se poderia encontrar no lugar em que o Messias nasceria, mas, como diz Santo Agostinho: “lhes aconteceu como as pietre miliari [antigas indicações utilizadas nas vias romanas]: ainda que tenham dado indicações aos viajantes em seu caminho, permaneceram inertes e imóveis” (Sermo 199. In Epiphania Domini, 1,2).

Podemos agora nos perguntar: qual é a razão pela qual alguns vem e o encontram e outros não? O que abre os olhos e o coração? O que acontece a quem fica indiferente, àqueles que indicam o caminho, mas não se movem? Podemos responder: uma demasiada confiança em si mesmo, a pretensão de conhecer perfeitamente a realidade, a presunção de já ter formulado um juízo definitivo sobre o que torna fechado e insensível o coração à novidade de Deus. São seguros da ideia que fazem do mundo e não se deixam mais questionar pela aventura íntima de um Deus que deseja conhecê-los. Colocam a sua confiança mais em si mesmo que n’Ele e não acreditam que seja possível que Deus seja tão grande a ponto de se fazer pequeno, de se fazer próximo a nós.

Finalmente, o que falta é a humildade genuína, que sabe se submeter àquilo que é maior, mas também a coragem autêntica, que leva a crer n’Aquele que é verdadeiramente grande, embora ele se manifeste em um Menino indefeso. Carece da capacidade evangélica de ser crianças no coração, de se admirar, de sair de si para iniciar o caminho que indica a estrela, o caminho de Deus. Mas o senhor tem o poder de nos capacitar para ver e para nos salvar. Queremos, agora, pedir-Lhe que nos dê um coração sábio e inocente, que nos permita ver a estrela da sua misericórdia, de caminharmos pela sua estrada, para encontrá-lo e sermos inundado pela grande luz e pela verdadeira alegria que ele trouxe para este mundo. Amém! 

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