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Archive for março \25\UTC 2010

Doenças que só cearense tem.

março 25, 2010 Deixe um comentário

Recebi por email, e desconheço o autor desse estudo cientifico de tanta valia.

CDC- CÓDIGO DE DOENÇAS DE CEARENSE:

ISPINHELA CAÍDA
DOR NOS QUARTOS
PÉ DISMINTIDO
MOLEIRA MOLE
QUEBRANTO
TOSSE DE CACHORRO
DOR NO ESTOMBO
FARNIZIM
PASSAMENTO
CACHINGAR
FRIEIRA
COBREIRO DE PÉ
PEREBA
CURUBA
REMELA NO ZÓI
DORDÓI (conjuntivite)
GASTURA
MARIA PRETA
TERSOL
DOR NO PÉ DA BARRIGA
DOR DE VIADO
BODE
MORRÓIDIA
IMPINGE
PILÔRA
PANO BRANCO
XANHA
CATARRO NOS PEITO
ESTALICIDO
BICHEIRA
FININHA
ALÔJO
ÍNGUA
COCEIRA NAS VIRIA
BICHO DE PÉ
EMPACHADO
FASTIO
DOR NO ESPINHAÇO
BUCHO QUEBRADO
DE NTIQUÊRO
CALO SECO
UNHA FOFA
PÉ INCHADO
PAPOQUINHA
CORPO REIMOSO
MUCUIM
ZOVIDO ESTOURADO
ÁGUA NA PLEURA
BERRUGA
OLHO DE PEIXE (verruga na planta do pé)
SETE COURO
CORPO MUÍDO
BARRIGA FAROSA
DIFRUÇO (resfriado)
GÔTO INFLAMADO (quando a comida cai no g?to)
DENTE PÔDI
MÔCO
PÁ QUEBRADA
CADUQUICE
VISTA CANSADA
OS QUARTO ARRIADO
ESPINHA CARNAL
PAPÊRA
DOENÇA DOS NERVO
OMBRO DISMINTIDO
QUEIMA NO ESTOMBO
JUÍZO INCRIZIADO
FERVIÃO NO CORPO
CAMPANHIA CAÍDA
ESMORECIMENTO NO CORPO
BROTOEJA
DESENCHAVIDO
PITO FROUXO
ISCURICIMENTO DE VISTA
RACHADURA NOS PÉ
PAPOCA ROXA
OS PEITO ABERTO
LÊNDEA
PIOLHO
PIRA
TISGA
INFRAQUICIDA
VENTO CAÍDO
FRACO DOS NERVO
ESPORÃO DE GALO
BICO DE PAPAGAIO
LANDRA INCHADA (gânglios inchados)
DOR NAS COSTAS QUE RESPONDE NA PERNA
PAPOCA D?ÁGUA
DOR NAS TÁBUA DOS QUEIXO
DOR NAS CRUZ
DOR NOS BRUGUMI
MAL JEITO NO ESPINHAÇO
INTALO
INTANGUIDA
DIFULUÇO
DOR NAS CADEIRA
SAPIRANGA NOS ÓI
RUÇARA
DOR NA JUNTA
MONDRONGO
INQUIZILA
PÉ DURMENTE (remédio é fazer uma cruz com cuspe em cima do pé. É pei bufe)
ESQUENTAMENTO
VERMÊIA
CESÃO
CARNE TRIADA
NERVO TORTO
DOR NO MUCUMBÚ
SOLITÁRIA
TOSSE DE CACHORRO DOIDO
CARAOLHO
ESQUECIMENTO
ASTROSE E ASTRITE
SAPINHO
ENTOJO
PAPEIRA
TIRISSA
LUNDU
COQUELUCHE
COBREIRO
ISCOLIOSE
NÓ NAS TRIPA
ALGUEIRO
ESTOPOR
GÔGO
UNHEIRO
BOQUEIRA
CALOMBO
DORMÊNCIA NUMA BANDA DO CORPO
ZÔVO GÔRO
MURRINHA
ZÔVO VIRADO
CANSAÇO NO CORAÇÃO
JUÊ I DISMANTELADO
ZÓIO NUVIADO
VAZAMENTO (CAGANEIRA)
ÁGUA NAS JUNTA
RESGUARDO
ZUMBIDO NO ZOVIDO
INTUPIDO (passar dias sem obrar)
MUFUMBA
SOLUÇO
FÍGADO OFENDIDO
VÊIA QUEBRADA
CHABOQUE DO JOELHO ARRANCADO

Quer bem dizer que nunca sentiu uma dessas?

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O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso? Entrevista com Aquilino Polaino-Lorente, professor de Psicopatologia

março 10, 2010 Deixe um comentário

Por Carmen Elena Villa

ROMA, terça-feira, 9 de março de 2010 (ZENIT.org).- Na última sexta-feira terminou, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma, o congresso “O celibato sacerdotal: teologia e vida”, organizado pela faculdade de teologia da instituição e patrocinado pela Congregação para o Clero, a propósito do Ano Sacerdotal.

Uma das conferências mais aplaudidas pelos participantes, compostos em sua maioria por diáconos e sacerdotes, foi a denominada “A realização da pessoa no celibato sacerdotal”, do professor espanhol Aquilino Polaino-Lorente.

Polaino é médico pela Universidade de Granada. Posteriormente, estudou Psicologia clínica na Complutense de Madri. É doutor em Medicina pela Universidade de Sevilha. Também se formou em Filosofia na Universidade de Navara. Ampliou seus estudos em diversas instituições de educação superior europeias e americanas. De 1978 a 2004, foi catedrático de Psicopatologia na Universidade Complutense e atualmente é docente da mesma disciplina na Universidade San Pablo, na capital espanhola.

Escreveu numerosos artigos e livros, especialmente sobre os problemas psicológicos infantis e juvenis, assim como familiares. É membro de academias de Medicina de várias cidades espanholas, colaborador de diversos organismos e, pelo seu trabalho e sua bagagem intelectual, já recebeu várias distinções.

Zenit entrevistou o professor Polaino, quem, em sua conferência, explicou como uma correta visão da sexualidade, na qual devem integrar-se o amor, a abertura à vida e o prazer, pode levar a entender também o sentido do celibato sacerdotal, ao qual são chamadas algumas pessoas para estarem mais disponíveis para o apostolado e para viver o amor universal.

“Deus não pede coisas impossíveis a quem chama para o seu serviço”, disse em sua intervenção, referindo-se ao tema central do congresso.

-O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso?

Aquilino Polaino: Não é nada perigoso, porque talvez entenda muito bem como é a estrutura antropológica realista da condição humana. Tem suas dificuldades, como é lógico, já que a natureza humana está um pouco deteriorada e é preciso integrar todas as dimensões. Eu acho mais perigoso o comportamento sexual aberto, não normativo, no qual vale tudo; acho que isso tem consequências mais desestruturadores da personalidade do que o celibato bem vivido em sua plenitude, sem rupturas ou fragmentações.

-Que meios o sacerdote deve por para ser fiel ao voto do celibato durante todos os dias da sua vida?

Aquilino Polaino: A tradição da Igreja oferece muitíssimos conselhos que podem ser aplicados e que são eficazes: por exemplo, a guarda do coração e da vista. O que os olhos não veem o coração não se sente. Tampouco se trata de andar olhando para o chão, mas é possível ver sem enxergar. Isso garante a limpeza do coração e, além disso, a vivência do primeiro mandamento, que é amar a Deus sobre todas as coisas. Em uma panela de pressão não entram mosquitos. Um coração satisfeito não anda com mesquinhez nem com fragmentações.

-Você acha que a cultura hedonista deste novo século, tão difundida na mídia, influencia no fato de que alguns sacerdotes não sejam fiéis ao voto do celibato?

Aquilino Polaino: É possível, porque a fragilidade da condição humana também é vivida pelos sacerdotes. Penso que é preciso prestar mais atenção ao imenso número de sacerdotes fiéis à sua vocação. A exceção também se dá na vida sacerdotal, mas é exceção. Ainda que no jornalismo seja muito correto focar a exceção, não podemos ser cegos aos muitíssimos sacerdotes que são leais, que vivem sua vocação plenamente, que são felizes e aos quais o mundo deve sua felicidade. Isso é que precisa ser enfatizado.

-Uma reta visão da sexualidade pode proporcionar uma reta visão da vida celibatária?

Aquilino Polaino: Sim. Penso que a sexualidade hoje é uma função muito confusa, é uma faculdade sobre a qual há mais erros que pontos de acordo sobre o que é a natureza humana e talvez seja um programa para ensinar em todas as idades, porque, como é um dos eixos fundamentais da vida humana, se não for bem atendido, se as pessoas não estiverem bem formadas, o que viverão é a confusão reinante. Isso afeta tanto seminaristas como pessoas jovens, noivos. Esta educação hoje é uma educação para a vida. É uma matéria que às vezes se ensina mal, porque são ensinados os erros e isso é confundir ainda mais, ao invés de explicar esta matéria com rigor científico que tenha fundamento na natureza humana.

-O que significa o sacerdote ser chamado a ser pai espiritual?

Aquilino Polaino: Penso que este é um dos temas pouco aprofundados. A paternidade espiritual também deve ser vivida pelos pais biológicos e muitos deles jamais ouviram falar disso. A paternidade espiritual é, de certa forma, viver todas as obras de misericórdia: consolar o triste, redimir o cativo, ser hospitaleiro, afirmar o outro no que vale, evitar-lhe problemas, estimulá-lo e motivá-lo para que cresça pessoalmente, incentivar o aparecimento de valores que ele já tem, porque vieram com sua natureza, mas talvez não tenha sabido encontrá-los nem fazê-los crescer. Penso que este mundo está órfão dessa paternidade e dessa maternidade espiritual; e acho que é uma dimensão que o sacerdote, quase sem perceber o que faz, já vive.

-A vida celibatária pode tornar esta paternidade espiritual mais fecunda?

Aquilino Polaino: Necessariamente sim, porque há mais tempo e disponibilidade. Se o objetivo final é a união com Deus, a paternidade espiritual adquire mais sentido, porque é a melhor imagem da paternidade divina no mundo contemporâneo; portanto, está como mediador e, na medida em que viver a filiação divina, também viverá muito bem a paternidade espiritual.

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Catequese de Bento XVI sobre obra de São Boaventura – 10/03/2010

março 10, 2010 Deixe um comentário

"são boaventura entra na ordem dos franciscanos" de Francisco Herrera II vecchio

Queridos irmãos e irmãs,

na semana passada, falei sobre a vida e a personalidade de São Boaventura. Nesta manhã, desejo prosseguir a apresentação enfocando parte de sua obra literária e seu ensino.

Como já disse, São Boaventura, entre os vários méritos, teve o de interpretar autêntica e fielmente a figura de São Francisco de Assis, a quem ele venerou e estudou com grande amor. De modo particular, no tempo de São Boaventura, uma corrente dos Frades Menores, chamada de “espiritual”, sustentava que São Francisco havia inaugurado uma fase totalmente nova da história, algo como o “Evangelho eterno”, de que fala o Apocalipse, que substituiria o Novo Testamento. Este grupo afirmava que a Igreja já tinha esgotado o seu papel histórico e, dessa forma, deveria ser substituída por uma comunidade carismática de homens livres guiados interiormente pelo Espírito, ou seja, os “franciscanos espirituais”.

A base das ideias desse grupo fora escrita nos textos de um abade cisterciense, Joaquim da Fiore, que morreu em 1202. Em suas obras, ele afirmava um ritmo trinitário da história. Ele considerava o Antigo Testamento como a era do Pai, seguida pelo tempo do Filho, o tempo da Igreja. Havia ainda que se esperar pela terceira era, aquela do Espírito Santo. Essa história foi interpretada como uma história de progresso: da severidade do Antigo Testamento para a relativa liberdade do tempo do Filho na Igreja, até a plena liberdade dos Filhos de Deus no período do Espírito Santo, que também seria, finalmente, o período de paz entre os homens, de reconciliação entre os povos e religiões. Joaquim da Fiore havia suscitado a esperança de que o início do novo tempo viria através de um novo monaquismo. É compreensível, portanto, que um grupo de Franciscanos reconhecesse São Francisco de Assis como o iniciador desse novo tempo e que sua Ordem fosse a comunidade desse novo período – a comunidade do tempo do Espírito Santo, que deixava para trás a hierarquia da Igreja para iniciar a nova Igreja do Espírito, não mais vinculada às antigas estruturas.

Houve, portanto, o risco de um gravíssimo mal-entendido da mensagem de São Francisco, de sua humilde fidelidade ao Evangelho e à Igreja, e este mal-entendido comportava uma visão errônea do cristianismo como um todo.

São Boaventura, que tornou-se Ministro Geral da Ordem Franciscana em 1257, encontrou-se frente a uma grave tensão dentro de sua própria Ordem, precisamente por aqueles que apoiaram a mencionada corrente dos “Franciscanos espirituais”, que fora fortemente influenciada por Joaquim da Fiore. Exatamente para responder a esse grupo e restaurar a unidade da Ordem, Boaventura estudou cuidadosamente os escritos autênticos de Joaquim da Fiore e os que lhe eram atribuídos e, tendo em conta a necessidade de apresentar corretamente a figura e a mensagem de seu amado São Francisco, desejou apresentar uma justa visão da teologia da história.

São Boaventura afrontou o problema exatamente em seu último trabalho, um conjunto de conferências para os monges do studio parisiense, que permaneceu inacabado e foi reunido através de transcrições dos ouvintes, intitulado Hexaëmeron, ou seja, uma explicação alegórica dos seis dias da criação. Os Padres da Igreja consideravam os sete dias da história da criação como uma profecia da história do mundo, da humanidade. Os sete dias representavam, para eles, sete períodos da história, mais tarde interpretados também como sete milênios. Com Cristo, se entraria no final no último período, isto é, o sexto período da história, a que se seguiria o grande sábado de Deus. São Boaventura assumiu esta interpretação histórica da relação com os dia da criação, mas de uma forma muito livre e inovadora. Para ele, dois fenômenos de seu tempo exigiam uma nova interpretação do curso da história:

1. A figura de São Francisco, o homem totalmente unido a Cristo até a comunhão dos estigmas, quase um alter Christus, e, com São Francisco, a nova comunidade criada por ele, diversa do monaquismo até então conhecido;
2. A posição de Joaquim da Fiore, que anunciava um novo monaquismo e um período totalmente novo da história, indo além da revelação do Novo Testamento, e que exigia uma resposta.

Enquanto Ministro Geral dos Franciscanos, São Boaventura havia sofrido com tal concepção espiritualista, inspirada em Joaquim da Fiore. A Ordem não era governável, e andava logicamente rumo à anarquia. Para ele, duas eram as consequências:

1. A necessidade prática de estruturas e de inclusão na realidade da Igreja hierárquica, da Igreja real, havia a necessidade de um fundamento teológico;
2. Tendo em conta o realismo necessário, não necessitava perder a novidade da figura de São Francisco.

Da resposta de São Boaventura, elaborada de modo muito sutil, posso oferecer aqui apenas um esboço esquemático e incompleto nos seguintes pontos:

1. São Boaventura rejeita a ideia do ritmo trinitário da história. Deus é um só para toda a história e não pode ser dividido em três divindades. A história é una, mesmo que seja um caminho, e – segundo São Boaventura – um caminho de progresso, como veremos;

2. Jesus Cristo é a última palavra de Deus – n’Ele, Deus disse tudo, dizendo e dando a si mesmo. Mais que ele próprio, Deus não pode dizer, nem dar. O Espírito Santo é o Espírito do Pai e do Filho. O Senhor diz do Espírito Santo: “… vos recordará tudo o que eu vos disse” (Jo 14, 26); “colherá do que é meu e vos anunciará” (Jo 16, 15). Portanto, não há um outro Evangelho superior, não há uma outra Igreja a se esperar. Por isso, também a Ordem de São Francisco deve inserir-se nesta Igreja, na sua fé, no seu ordenamento hierárquico;

3. Isso não significa que a Igreja seja imóvel, fixa no passado, e não possa exercer novidade alguma. “Opera Christi non deficiunt, sed proficiunt” [“As obras de Cristo não retrocedem, não são enfraquecidas, mas progridem”], disse o Santo na carta De tribus quaestionibus. Assim, São Boaventura formula explicitamente a ideia de progresso, e essa é uma novidade em comparação aos Padres da Igreja e a grande parte de seus contemporâneos.

Até então, o pensamento central que dominava os Padres era apresentado como cume absoluto da teologia: todas as gerações posteriores somente poderiam ser suas discípulas. Também São Boaventura reconhece os Padres como professores para sempre, mas o fenômeno de São Francisco lhe dá a certeza de que a riqueza das palavras de Cristo é inesgotável, e que também entre as novas gerações podem parecer novas luzes. A unicidade de Cristo também nos garante novidade e renovação em todos os períodos.

Claro, a Ordem Franciscana pertence à Igreja de Jesus Cristo, à Igreja apostólica, e não pode ser construída como um espiritualismo utópico. Mas, ao mesmo tempo, é válida a novidade de tal Ordem no confronto com o monaquismo tradicional, e São Boaventura – como disse na catequese anterior – defendeu tal novidade dos ataques do clero secular de Paris: os Franciscanos não tinham um monastério fixo, podiam estar presentes em todos os lugares para anunciar o Evangelho. Apenas a ruptura com a estabilidade, característica do monaquismo, em favor de uma nova flexibilidade, restitui à Igreja o dinamismo missionário.

Nesse ponto, talvez seja útil dizer que também hoje existem visões segundo as quais toda a história da Igreja no segundo milênio teria sido um declínio permanente; alguns veem o declínio subitamente após o Novo Testamento. Na verdade, “Opera Christi non deficiunt, sed proficiunt” [“As obras de Cristo não retrocedem, não são enfraquecidas, mas progridem”]. O que seria a Igreja sem a nova espiritualidade dos Cistercienses, dos Franciscanos e Dominicanos, da espiritualidade de Santa Teresa de Ávila e de São João da Cruz, e assim por diante? Também hoje vale afirmar: “Opera Christi non deficiunt, sed proficiunt“, ide avante. São Boaventura nos ensina, pelo exemplo, o discernimento necessário, por vezes severo, do realismo sóbrio e da abertura a novos carismas doados por Cristo, no Espírito Santo, à sua Igreja. E, enquanto se repete essa ideia de declínio, há também uma outra, esta utopismo espiritualístico que se repete. Nós sabemos como, depois do Concílio Vaticano II, alguns estavam convencidos de que tudo é novo, que há uma outra Igreja, que a Igreja pré-conciliar é finita e teríamos outra, totalmente diferente. Um utopismo anárquico e, graças a Deus, os sábios timoneiros da barca de Pedro – Papa Paulo VI, Papa João Paulo II – defenderam, por um lado, a novidade do Concílio e, ao mesmo tempo, a unicidade e continuidade da Igreja, que é sempre Igreja de pecadores e sempre um lugar de graça;

4. Neste sentido, São Boaventura, como Ministro Geral dos Franciscanos, tomou uma linha de governo na qual ficou clara que a nova Ordem não podia, como comunidade, viver o mesmo “nível escatológica” de São Francisco, em que ele vê antecipadamente o mundo futuro, mas – guiada, ao mesmo tempo, de um são realismo e de coragem espiritual – devia aproximar-se o mais possível da realização máxima do Sermão da Montanha, que, para São Francisco, foi a regra, tendo em conta as limitações do homem, marcado pelo pecado original.

A obra de São Boaventura, o Itinerarium mentis in Deum, é um “manual” de contemplação mística. Ele foi concebido em um cenário de profunda espiritualidade: o monte Alverne, onde São Francisco recebeu os estigmas. Na introdução, o autor explica as circunstâncias que deram origem a este escrito: “Enquanto meditava sobre a possibilidade de a alma ascender a Deus, me foi apresentado, pormenorizadamente, aquele evento maravilhoso que aconteceu com o beato Francisco, isto é, a visão do Serafim alado sob a forma de um Crucifixo. E, meditando sobre isso, imediatamente percebi que tal visão me oferecia a êxtase contemplativa do mesmo Pai Francisco e também o caminho que conduz a ela” (Itinerario della mente in Dio, Prologo, 2, em Opere di San Bonaventura. Opuscoli Teologici /1, Roma 1993, p. 499).

As seis asas do Serafim tornam-se, assim, o símbolo das seis etapas que conduzem progressivamente o homem ao conhecimento de Deus através da observação do mundo e suas criaturas, e através da exploração da própria alma com as suas capacidades, até chegar à união compensadora com a Santíssima Trindade, através de Cristo, à imitação de Francisco de Assis. As últimas palavras do Itinerarium de São Boaventura, que respondem à pergunta sobre como atingir essa comunhão mística com Deus, deveriam ser colocadas nas profundezas do coração: “Se agora deseja saber como isso acontece, [a comunhão mística com Deus] solicita a graça, não a doutrina; o desejo, não o intelecto; os gemidos da oração, e não o estudo da carta; o esposo, não o mestre; Deus, não o homem; a escuridão, não a clareza; não a luz, mas o fogo que tudo inflama e transporta em Deus com a forte unção e ardentíssimo afeto […] Entremos, pois, na névoa, acalmemos as preocupações, paixões e fantasias; passemos, com Cristo Crucificado, desse mundo ao Pai, a fim de que, após tê-lo visto, digamos com Felipe: isso me basta” (Ibid., VII, 6).

Caros amigos, acolhamos o convite feito por São Boaventura, o Doutor Seráfico, e entremos na escola do Divino Mestre: escutemos a sua Palavra de vida e de verdade, que ressoa nas profundezas da nossa alma. Purifiquemos os nossos pensamentos e as nossas ações, para que Ele possa habitar em nós, e nós possamos compreender a sua voz divina, que nos atrai para a verdadeira felicidade.

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CARTA DE AMOR DE SATANÁS

março 7, 2010 2 comentários

Recebi por email esse texto, mas desconheço o autor. LEIA.

CARTA DE SATANAS


Ontem eu te vi quando começava o seu dia. Acordou e nem sequer orou ao seu Deus. Ou melhor, durante todo o dia você não orou, e nem lembrou de abençoar sua comida. Você é muito ingrato para com o seu Deus, e isso em você me agrada muito. Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstra no que diz respeito ao seu crescimento espiritual, em ser um cristão.

Raramente lê a Bíblia e quando faz está cansado. Não medita no que lê, ora quase nada, além disso, muitas vezes diz palavras que não analisa. Por qualquer pretexto chega tarde ou falta ao seu culto de ensino. E o que falar de suas murmurações? Temos assistido muitos filmes juntos, sem falar nas vezes que fomos juntos ao teatro. Lembra daquele dia da tua fraqueza com aquela linda pessoa? Oh como foi bom!

Mas o que mais me agrada é que você não se arrepende. E que sabe que é jovem e tem que aproveitar a vida, pensa só na carne e acredita que precisa ser salvo para a eternidade. Não há duvida você é um dos meus.

Amo as piadas vergonhosas que você conta e que também escuta. Você ri delas, eu também rio de ver um filho de Deus participando disto. O fato é que nos sentimos bem. A musica vulgar e de duplo sentido que você escuta me agrada demais. Como você sabe quais são os grupos que eu gosto de escutar? Também adoro quando murmura e se revolta contra o seu Deus.

Sinto-me feliz quando vejo você dançando e fazendo estes movimentos sensuais, eles me fascinam. Como isso me agrada!!! Você quer se encontrar comigo qualquer dia destes???
Certamente quando você está se divertindo saudavelmente, fico triste, mas sem problema, sempre haverá outra oportunidade. Tem vezes que me faz coisas incríveis, quando da mal exemplo as crianças ou quando os autoriza para perderem a sua inocência através da televisão, musicas ou coisas do gênero. Eles são tão espertos que imitam facilmente tudo o vêem. Muito obrigado.
O que mais me agrada é que poucas vezes tenho que te tentar, quase sempre cai por conta própria. Você busca os melhores momentos, se expõe as situações perigosas, me dando lugar!

Se tivesse cabeça mudaria de ambiente e de companhias; buscaria a palavra de Deus e entregaria realmente a tua vida aquele que você chama de Deus e, ainda mais, viveria o resto de seus anos sob a orientação do Espírito Santo.

Não tenho costume de enviar este tipo de mensagem, mas você é tão acomodado espiritualmente que não acredito que vá mudar nada.

Não me entenda mal, eu te odeio e não te dou a mínima. Se eu te busco é porque você me satisfaz com as tuas atitudes e faz cair em ridículo a Jesus Cristo. Assinado Teu inimigo que te odeia: Satanás ou como queira me chamar P.S. Se realmente me amas, não mostre à ninguém mais esta carta.

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Belissima prece de Dom Henrique Soares

Humilde súplica ao Senhor da Igreja Jesus!

Não permitas que tua Igreja desvie o olhar de ti! Não permitas que, em teu nome, nos descuidemos de te amar, de preocuparmo-nos contigo, de te proclamar, amorosa e convictamente, como o único Deus verdadeiro, o único caminho, o Bem supremo e definitivo de toda a humanidade! São tantas as desculpas para nos distrairmos de ti: À esquerda, as preocupações pelas causas sociais. Então, os olhos de muitos brilham quando fazem intermináveis e irreais análises de conjuntura, quando falam de questões como a fome, a pobreza, a ecologia, a falta de políticas públicas sérias, os vários sistemas econômicos… O discurso ideológico – e alienado, porque fora da realidade e dentro de uma gaiola ideológica que torna bobas as pessoas que, ainda assim, se pensam espertas e cheias de senso crítico – o discurso ideológico ocupa a vida desses que, pensam fazer isto por ti, mas de ti pouco se lembram… Tudo é instrumentalizado e sacrificado por esses teus discípulos iludidos no altar maldito e estéril da ideologia; tudo é manipulado em prol da doutrinação ideológica, como os intelectuais orgânicos do marxista ateu Antônio Gramsci: a liturgia é desfigurada, o dogma é manipulado, a santidade é esquecida, as virtudes cristãs são deixadas em segundo plano… Assim, por ti – e não é por ti! – se esquecem de ti! Tem-se, então, Senhor meu, uma Igreja sem graça, masculina, do fazer, da luta, do combate, dos slogans tolos e cansativos, da patrulha ideológica! Uma Igreja que não atrai, não encanta e que se mostra cada vez mais estéril! Esta pseudo-igreja dos que de ti se afastam pela esquerda já não te considera mais como o único Salvador: colocam-te abaixo e em função de um mentiroso diálogo interreligioso: consideram todas as religiões iguais e tu, Salvador nosso, tornas-te somente mais uma ilusão que só serve enquanto inspira lutas de ilusória e chata e mentirosa libertação… Não, definitivamente, esta não é a Igreja que tu sonhaste, Senhor! É uma deturpação pobre da tua Pessoa, do teu Evangelho e do que tu pensaste… Tudo no molho do marxismo requentado e de um sociologismo tolo, que só agrada e convence aos incultos ou aos que disso se aproveitam, usando a Igreja para obter benefícios políticos ou econômicos… Em suma: uma Igreja que finge ser a tua, mas para ti não olha e contigo não se encanta… Basta ver o desleixo com o que é teu e o entusiasmo com o que é deste mundo… À direita, a situação não é muito melhor: outras desculpas, também falsas, mas com o mesmo efeito: desviam o olhar de ti, que és o Essencial. Confundem evangelizar com fazer show, falar na linguagem de hoje com ser vulgar e secularizado. Transformam o sacerdócio em meio para se promover artisticamente, usam o teu Evangelho para aparecerem, deixando-te na penumbra. Pensam que juntar gente seja sinal de evangelização, esquecendo-se esses que não é a quantidade de pessoas que marca a verdadeira evangelização, mas a intensidade com que se anuncia a ti, Salvador nosso bendito, e a fidelidade à tua verdade! À direita, quantos astros, ó Cristo, que se esquecem que somente tu és o Sol que não tem ocaso! Quantos ministros teus bonitinhos, simpaticozinhos, com coreografias e piruetas… Tu e o Reino que vieste anunciar tornam-se, então, somente um sentimento, um adocicado xarope de um Evangelho falsificado que cabe em qualquer programa de televisão e que pode ser proclamado numa passarela de samba, numa pista de dança ou até mesmo numa festinha pouco honesta. Tu entraste na casa de Zaqueu e o converteste; esses entram e sai em tudo quando é mundano e nada convertem: só amortecem as consciência e abençoam o que tu reprovas! Esvaziaram tua mensagem, tornaram apenas um fantasma a tua Pessoa, amoleceram e imbecilizaram tua Palavra santa! Para esses, a missa é show, a pregação é conferência afetada e sem conteúdo sólido, a liturgia é colocada a serviço da emotividade, do intimismo e do individualismo. No fundo, tu, o Jesus real, o Jesus da Igreja, o Jesus que nos foi transmitido por gerações de cristãos, é falseado e desaparece na penumbra desse cristianismo barato e invertebrado… E há também aqueles, à direita, à esquerda e ao centro, que se esquecem de ti e para ti não mais olham, muito empenhados no ativismo da prática pastoral, nos mil planos de evangelização, pensando que a “pastoralite” é prova de amor a ti e de construção do Reino que trouxeste. Há ainda os que se perdem numa visão burocrática e fria de Igreja, pensando que cuidar de ti, ó Salvador, é ser administrador de uma instituição, de obras ou de projetos pastorais… Há, finalmente, os que confundem Tradição com tradicionalismo e pastoreio com jogos de poder; há os que pensam que zelo pela liturgia e pelo sagrado confunde-se com uma preocupação excessiva e discutível gosto por rendas e brocados sem nenhuma expressão de piedade, sem profundidade espiritual, sem preocupação com a tua glória, sem máscula sobriedade… Aí, a beleza da santa liturgia já não é por ti, mas para o brilho das lantejoulas e a beleza sóbria e digna dos paramentos é confundida com o gosto do exótico, do chamativo, do extravagante… Tudo tão alheio ao espírito e litúrgico e à sã tradição da Igreja, que sempre nos leva a ti somente… Jesus! Jesus, Senhor nosso! Ser cristão é te amar, é te escutar, é olhar-te nos olhos, é encantar-se contigo! Tua Igreja é a comunidade dos que te amam, dos que já não saberiam viver sem ti! Por ti largam-se a si mesmos, por teu amor rezam e fazem penitência, procurando tua santa vontade crescem humildemente na virtude e na caridade… Tua Igreja celebra com zelo e respeito profunda a santa Liturgia, jamais instrumentaliza a tua Palavra ou falsifica a reta doutrina católica… Tua Igreja – nossa Mãe católica – é a assembleia dos que proclamam que somente tu és Senhor, somente tu és Salvador, somente tu és a Verdade. Os da tua Igreja respeitam a todos, respeitam a todas as religiões, mas sabem, sem medo nem complexos, que somente no cristianismo encontra-se a verdade que o próprio Deus-Pai, por ti, nos revelou nas Escrituras e na Tradição apostólica e nos deu como graça e vida nos sacramentos. Teus discípulos, filhos da Mãe católica têm certeza plena que somente aquela Igreja unida a Pedro é a tua Igreja, a única e una Igreja que fundaste e à qual prometeste que as portas do Inferno não prevaleceriam sobre ela… Senhor, que tua Igreja seja feminina: Esposa tua, Mãe nossa, acolhedora da Palavra, virgem pela fé guardada fielmente, fecunda pela abertura serena e profunda ao Espírito, terna pela beleza de sua liturgia celebrada com decoro e piedade, cuidadosa pela capacidade de ser atenta aos detalhes, coisa de quem ama, apaixonada pela esperança coloca em ti, Esposo, de modo inabalável… Senhor, cuida e orienta a tua Igreja, nossa Mãe católica! Não nos deixes desviar do reto caminho nas estradas tão tortuosas da história humana, peregrinação no tempo rumo à eternidade. Senhor fiel e bom, faze que o teu Espírito impila tua Igreja a dizer-te, cada dia, em cada ação, em cada respiro: “Vem!” E tu, Esposo fidelíssimo, fá-la ouvir a cada momento tua resposta certa e consoladora: “Eis que venho em breve!” Amém!

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