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Archive for julho \31\UTC 2010

São Leopoldo Mandic, Rogai por nos.

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O Belo é o filho santo das castas núpcias entre a verdade e o bem #filosofia

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Homilia de Dom Henrique Soares da Costa – XVIII Domingo do Tempo Comum (Ano C)

julho 30, 2010 1 comentário

Ecl 1,2;2,21-23
Sl 89
Cl 3,1-5.9-11
Lc 12,13-21

Em que consiste a vida do ser humano? O que faz realmente, de modo definitivo, uma existência humana valer a pena? Como o homem pode, de verdade, ganhar a vida? – eis algumas perguntas seríssimas para quem deseja viver de verdade e não fazer da existência um tempo perdido e uma paixão inútil.

O Senhor Jesus nos adverte: “A vida do homem não consiste na abundância de bens!” Esta frase recorda-nos uma outra: “O homem não vive somente de pão!” (Mt 4,4). Ao contrário do que o mundo nos quer colocar na cabeça e no coração, não se pode medir o valor de uma vida pelos bens materiais ou pelo sucesso de alguém.
Todos temos um desejo enorme de encontrar um porto seguro para nossa existência. Buscamos segurança: segurança econômica, segurança quanto à saúde, segurança afetiva, segurança profissional… sempre segurança. O problema é que nesta vida e neste mundo nada é seguro e toda segurança não passa de uma ilusão, que cedo ou tarde desaba. O Eclesiastes é de um realismo cortante: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. – Em outras palavras: pó do pó, tudo é pó; inconsistência da inconsistência, tudo é inconsistência, tudo passa, tudo é transitório e fugaz… E o Salmista hoje faz coro a essa tremenda realidade: “Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: ‘Voltai ao pó, filhos de Adão!’ Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou. Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos. De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca”. O Autor do Eclesiastes coloca a questão tão dramática: será que tudo quanto construímos, será que nossos amores e sonhos, será que tudo isso caminha para o nada? “Toda a sua vida é sofrimento, sua ocupação, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu coração!” São palavras duríssimas e, à primeira vista, de um pessimismo sem remédio. Mas, não é assim: o Autor sagrado nos quer acordar do marasmo, nos quer fazer compreender que não podemos enterrar a cabeça e o coração no simples dia-a-dia, sem cuidar do sentido que estamos dando à nossa existência como um todo!
Então, onde apostar nossa vida, para que ela realmente tenha um sentido? Como fugir da angústia de uma vida que vai passando como o fio no tear – para usar um imagem da Escritura? É interessante observar como hoje se procura fazer a vida valer a pena… Preocupação com a estética, com a saúde, com a satisfação dos desejos… Preocupação em ser vip na sociedade, em ter prestígio e poder… em se esbaldar no divertimento, nos esportes, nos eventos, no turismo… Pois bem, a Palavra de Deus nos adverte de modo seco e solene: tudo passa, tudo é vaidade; não consiste nisso a vida de uma pessoa! Com tudo isso, podemos ser infelizes; com tudo isso, podemos danar para sempre nossa única existência.
Então, em que consiste a vida? Que caminho seguir para repousar nosso coração naquilo que não passa? Como usar as coisas que passam de modo a abraçar as que não passam? Os cristãos têm uma resposta, que para o mundo é incompreensível. Escutemos o Apóstolo: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. Palavras fortes; palavras que o mundo não poderá nunca compreender! Para o cristão, a vida verdadeira é Cristo, aquele que morreu e ressuscitou, aquele que se encontra à direita do Pai. Nós cremos que tudo quanto vivamos com ele e de modo coerente com o seu Evangelho, é vida e nos faz felizes, livres e maduros. Cremos que viver de verdade a vida é apostar nele a existência, pois somente nele, no Cristo Senhor, está a vida verdadeira. Cremos que viver é viver como ele viveu. Ora, como foi a vida do Cristo? Foi total doação ao Pai e aos outros, por amor do Pai. Total despojamento, numa total liberdade – foi assim que o Cristo passou entre nós. Pois bem, é nisso que consiste a vida verdadeira; é nisto que consiste o que Jesus chama no Evangelho de ser “rico diante de Deus” e não ajuntar tesouros para si apenas.
Pensemos bem: num mundo que já não mais sabe olhar para o alto, num mundo que desaprendeu a ouvir aquele que tem palavra de vida eterna, não é fácil viver este caminho de Jesus. E, no entanto, esta é a condição para ser cristão de verdade e para encontrar a verdadeira vida. Não queiramos, portanto, reduzir o Evangelho ao tamanho da nossa mediocridade; tenhamos a coragem de dilatar nosso coração, de ampliar nossos horizontes à medida do apelo do Cristo Jesus e de viver a vida de pessoas novas, ressuscitadas para uma vida nova.

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Na internet: visitas virtuais tridimensionais ao Vaticano Basílica de São Pedro, Capela Sistina e basílicas de Roma

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 27 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Não há nada que possa substituir uma visita a Roma para admirar a Capela Sistina ou a Basílica de São Pedro, mas a internet permite agora realizar visitas virtuais a alguns dos lugares mais sagrados da Cidade Eterna, oferecendo detalhes que nem sequer ao vivo podem ser apreciados.

A visita ao maior templo da Igreja Católica, no qual se custodiam os restos do apóstolo Pedro, pode ser realizada na própria casa; basta ter um computador com conexão à internet, graças a este novo serviço oferecido pelo site da Santa Sé. A Capela Sistina já estava online desde março.

O projeto envolveu, durante dois anos, estudantes da Universidade de Villanueva, na Pensilvânia (Estados Unidos), a quem foi permitido fotografar estas joias da arte de todos os tempos.

“Estar na Capela Sistina é uma experiência difícil de descrever”, explica Chad Fahs, especialista em meios de comunicação do Departamento de Comunicação da Universidade de Villanueva. “Esta visita virtual é o mais próximo que existe a esta experiência que a pessoa pode experimentar”, afirma.

“É uma das explorações mais inovadoras de uma obra de arte”, acrescenta Paul Wilson, membro do mesmo departamento e um dos responsáveis por esse projeto virtual.

“Mudará para sempre a maneira como os artistas e historiadores podem ver a incrível obra e a mente de Michelangelo, sua atenção pelos detalhes, o comentário social e seu senso de humor”, reconhece.

Milhares de fotografias foram tiradas na Basílica de São Pedro e na Capela Sistina, com uma avançada câmera motorizada sobre um trilho e posteriormente compostas e unidas digitalmente para criar um panorama virtual em uma projeção tridimensional.

Os peregrinos e turistas virtuais podem utilizar o zoom e aproximar-se dos detalhes das obras de arte graças à elevada resolução.

“As obras de arte presentes em lugares de culto buscam submergir o visitante em uma realidade sagrada e a Capela Sistina se destaca nesta tradição”, esclarece Frank Klassner, professor no Departamento de Ciências da Informática na Universidade de Villanueva, responsável pelo projeto.

“Nossa equipe agradece por ter oferecido sua pequena contribuição a esta tradição, utilizando o poder da internet e a moderna tecnologia de imersão”, conclui Klassner.

A primeira visita virtual com estas características foi dedicada à Basílica de São Paulo Fora dos Muros em 2008; e a de Basílica de São João de Latrão foi apresentada em novembro de 2009.

A Capela Sistina pode ser visitada em:

http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html

A Basílica de São Pedro pode ser visitada em:

http://www.vatican.va/various/basiliche/san_pietro/vr_tour/index-en.html

A Basílica de São Paulo Fora dos Muros pode ser visitada em:

http://www.vatican.va/various/basiliche/san_paolo/vr_tour/index-it.html

A Basílica de São João de Latrão pode ser visitada em:

http://www.vatican.va/various/basiliche/san_giovanni/vr_tour/Media/VR/Lateran_Nave1/index.html

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Vaticano denuncia assassinato de dois cristãos no Paquistão Acusados com calúnias de violar a lei sobre a blasfêmia

CIDADE DO VATICANO, terça-feira 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Os meios de informação da Santa Sé denunciaram o assassinato na segunda-feira, 19 de julho, de dois cristãos em Faisalabad, Paquistão, onde se defendiam da acusação de ter violado a lei sobre a blasfêmia. A notícia recebeu ampla repercussão no “L’Osservatore Romano”, “Radio Vaticano” e na agência “Fides”.

As agências missionárias de informação católica como “Asianews”, “Églises d’Asie” e “Ucanews”, acompanharam o caso muito de perto, mostrando a comoção provocada no mundo católico.

Os assassinatos de Rashid Emmanuel, pregador da Bíblia, e de seu irmão, Sajid Masih, presos há três semanas por terem sido acusados por fanáticos muçulmanos de blasfêmia, ocorreram no final de uma audiência num tribunal onde sua inocência já tinha sido demonstrada através de um informe da polícia declarando os dois inocentes. Os autores dos assassinatos atacaram com armas de fogo na saída do tribunal, ferindo o policial que os acompanhava.

Os assassinos abandonaram a cena do crime sem ser detidos. O funeral foi presidido por monsenhor Joseph Coutts, bispo de Faisalabad, nesta terça-feira. Em declarações à agência “Fides”, da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Coutts revelou que o funeral foi vivido “num clima de luto, dor e de alta tensão emotiva”.

“Disse às pessoas que oferecemos o sangue desses inocentes a Deus com o sangue de Jesus Cristo. Servirá para nossa salvação e, esperamos, para curar nossa comunidade de Faisalabad das enfermidades do ódio e da violência”, recorda o prelado.

O secretario executivo da Comissão Nacional para a Justiça e Paz da Conferência Episcopal do Paquistão, Peter Jacob, citado pelo “L’Osservatore Romano”, renovou o apelo às autoridades para que se revogue a lei sobre a blasfêmia, utilizada com frequência como pretexto por parte dos integristas muçulmanos para perseguir os cristãos

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“Pobre e desafortunado aquele que se envolve na turbulência das preocupações mundanas. Quanto mais ama o mundo, mais cresce sua paixão pelo mundo. Quanto mais queima de desejo, mais incapaz é de atingir seus objetivos. Daí a agitação, a impaciência, o desgosto, porque seu coração não bate por amor e pela santa caridade.” (Padre Pio de Pietrelcina)

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Povo de Deus precede teólogos, recorda Papa Bento XVI sublinha a importância do “sensus fidei”

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 7 de julho de 2010 (ZENIT.org) – O Papa Bento XVI sublinhou hoje a importância do sensus fidei – isto é, das crenças do povo de Deus acima das especulações teológicas – durante a audiência de hoje, realizada na Sala Paulo VI.

O Pontífice dedicou sua tradicional catequese de quarta-feira ao ciclo de teólogos e pensadores medievais, centrando-se hoje na figura de João Duns Scoto, franciscano e teólogo, conhecido também como Doctor subtilis.

Comentando a maior contribuição de Scoto à teologia católica – sua doutrina sobre a Imaculada Conceição de Maria -, o Papa quis sublinhar, no entanto, que o Povo de Deus se “adiantou”, ao venerar a Imaculada muito antes dele.

Dusn Scoto enriqueceu, “com sua contribuição específica de pensamento, o que o Povo de Deus já acreditava espontaneamente sobre a Beatíssima Virgem, e manifestava nos atos de piedade, nas expressões da arte e, em geral, na vida cristã”.

“Assim, a fé, tanto na Imaculada Conceição como na Assunção corporal de Nossa Senhora, já estava presente no Povo de Deus, enquanto a teologia não havia encontrado ainda a chave para interpretá-la na totalidade da doutrina da fé”, explicou o Papa.

“Portanto, o Povo de Deus precede os teólogos e tudo isso graças a esse sensus fidei sobrenatural, isto é, essa capacidade infundida pelo Espírito Santo, que capacita para abraçar a realidade da fé, com a humildade do coração e da mente.”

Revelado aos pequenos

Por isso, recordou aos teólogos que o Povo de Deus é “magistério que precede” e que “deve ser depois aprofundado e acolhido intelectualmente pela teologia”.

Neste sentido, desejou que os teólogos “possam sempre colocar-se à escuta dessa fonte da fé e conservar a humildade e a simplicidade dos pequenos!”.

Citando um discurso seu do ano passado, aos membros do Comitê Teológico Internacional, o Papa quis recordar que “existem grandes doutos, grandes especialistas, grandes teólogos, mestres da fé, que nos ensinaram muitas coisas”, que “penetraram nos pormenores da Sagrada Escritura”, mas que “não puderam ver o próprio mistério, o verdadeiro núcleo”.

No entanto, também em nossa época há pequenos que conheceram este mistério. “Pensemos em Santa Bernadete Soubirous; em Santa Teresa de Lisieux, com a sua nova leitura da Bíblia ‘não científica’, mas que entra no coração da Sagrada Escritura”, constatou.

O Pontífice concluiu afirmando que “o beato Duns Scoto nos ensina que, na nossa vida, o essencial é crer que Deus está perto de nós e nos ama em Jesus Cristo; e cultivar, portanto, um profundo amor a Ele e à sua Igreja. Desse amor nós somos as testemunhas nesta terra”.

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