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Catequese do Papa: martírio, forma de amor total a Deus

agosto 13, 2010 Deixe um comentário

Catequese do Papa: martírio, forma de amor total a Deus

Discurso na audiência geral desta quarta-feira

ROMA, quarta-feira, 11 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos o discurso de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, em que, na presença dos peregrinos, o Papa falou sobre o martírio.
Caros irmãos e irmãs,

hoje, na Liturgia, recordamos Santa Clara de Assis, fundadora das Clarissas, luminosa figura da qual falarei numa próxima Catequese. Mas nesta semana – como já mencionei no Angelus de domingo passado – fazemos memória também de alguns Santos mártires, seja dos primeiros séculos da Igreja, como São Lourenço, Diácono, São Ponciano, Papa, e Santo Hipólito, Sacerdote; seja de um tempo um pouco mais próximo de nós, como Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, patrona da Europa, e São Maximiliano Kolbe.

Gostaria agora de falar brevemente sobre o martírio, forma de amor total a Deus.

Onde se funda o martírio? A resposta é simples: sobre a morte de Jesus, sobre seu sacrifício supremo de amor, consumado na Cruz para que pudéssemos ter a vida (cf. Jo 10, 10).

Cristo é o servo sofredor de quem fala o profeta Isaías (cf. Is 52, 13-15), que doou a si mesmo em resgate de muitos (cf. Mt 20, 28). Ele exorta os seus discípulos, cada um de nós, a tomar cada dia a própria cruz e segui-lo no caminho do amor total a Deus Pai e à humanidade: “quem não toma a sua cruz e não me segue – diz-nos –, não é digno de mim. Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará (Mt 10, 38-39). É a lógica do grão de trigo que morre para germinar e trazer a vida (cf. Jo 12, 24). O próprio Jesus é o “grão de trigo que veio de Deus, o grão divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, quebrar na morte e, precisamente através disto, se abre e pode assim dar fruto na vastidão do mundo” (Bento XVI,Visita à Igreja luterana de [14 de março de 2010]). O mártir segue o Senhor até o fim, aceitando livremente morrer pela salvação do mundo, em uma prova suprema de fé e de amor (cf. Lumen Gentium, 42).

Mas de onde nasce a força para enfrentar o martírio? Da profunda e íntima união com Cristo, porque o martírio e a vocação ao martírio não são o resultado de um esforço humano, mas a resposta a uma iniciativa e a um chamado de Deus, são um dom da Sua graça, que torna capazes de oferecer a própria vida por amor a Cristo e à Igreja e, assim, ao mundo. Se lemos a vida dos mártires, ficamos surpreendidos com a serenidade e coragem no enfrentamento da morte: o poder de Deus manifesta-se plenamente na fraqueza, na pobreza de quem se confia a Ele e só n’Ele deposita a sua esperança (cf. 2 Cor 12, 9).

Mas é importante enfatizar que a graça de Deus não suprime ou sufoca a liberdade daqueles que enfrentam o martírio, mas, ao contrário, enriquece-a e reforça-a: o mártir é uma pessoa extremamente livre, livre em relação ao poder, ao mundo, uma pessoa livre, que, num único ato definitivo, entrega a Deus toda a sua vida e, num supremo ato de fé, de esperança e de caridade, abandona-se nas mãos do seu Criador e Redentor; sacrifica a própria vida para se associar totalmente ao Sacrifício de Cristo na Cruz. Em uma palavra, o martírio é um grande ato de amor em resposta ao imenso amor de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, como eu disse na quarta-feira passada, provavelmente nós não somos chamados ao martírio, mas nenhum de nós está excluído do chamado divino à santidade, a viver em alta medida a vida cristã, e isso implica tomar a cada dia a sua cruz. Todos, sobretudo no nosso tempo, em que o egoísmo e o individualismo parecem prevalecer, temos de assumir como primeiro e fundamental compromisso crescer a cada dia em um amor maior a Deus e aos irmãos, para transformar a nossa vida e assim transformar também o nosso mundo. Por intercessão dos Santos e dos Mártires, peçamos ao Senhor para inflamar o nosso coração para sermos capazes de amar como Ele amou cada um de nós.

[Traduzido do original italiano por Alexandre Ribeiro.

Após a audiência, o Papa saudou os peregrinos em diferentes idiomas. Estas foram suas palavras em língua portuguesa:]

Amados peregrinos de língua portuguesa, uma cordial saudação de boas-vindas para todos, nomeadamente para os grupos vindos do Brasil e para os fiéis portugueses da diocese do Porto. Cristo chama todos os batizados à santidade. Que o exemplo e a intercessão dos mártires vos ajude a assumir o empenho de crescer a cada dia no amor a Deus e aos irmãos para que assim possais transformar o mundo! Que Deus abençoe a vós e as vossas famílias.

[© Copyright 2010 – Libreria Editrice Vaticana]

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OS TRÊS PRINCÍPIOS DA LEI NATURAL- Orlando Fedeli

agosto 13, 2010 Deixe um comentário

Sua pergunta versa sobre a salvação de pessoas que não têm naturalmente meio algum de conhecer a verdade. Claro que essas pessoas não poderão ser julgadas por Deus pela lei da Igreja que elas desconhecem. O estado delas é o de ignorância invencível. E elas não tem culpa por essa ignorância.
Deus julga essas pessoas pela lei natural que governa a natureza humana.
Caso elas obedeçam as leis colocadas por Deus na natureza, elas se salvarão. Caso violem essas leis, elas se perderão, se não tiverem arrependimento perfeito.
Caso elas sigam a lei natural, se diz que essas pessoas pertencem à alma da Igreja, e não a seu Corpo.
E o que manda a Lei natural, isto a vontade de Deus enquanto governa a natureza?

O princípio generalíssimo da Moral é que o BEM DEVE SER FEITO E O MAL DEVE SER EVITADO.

Como conhecer o que é o bem?

O princípio generalíssimo da Moral se desdobra em três princípios Gerais da Moral;
1º PRINCÍPIO GERAL DA MORAL: A VIDA FÍSICA É UM BEM E DEVE SER CONSERVADA

Este princípio é conhecido por todos sem ser preciso ser ensinado, por que todos o conhecem, pelo instinto de conservação, que é inerente a natureza.
Nenhum índio quer ser morto, e, se alguém tenta matá-lo, ele se defende.
Todo selvagem sabe então que a vida é um bem. Disso decorre que todo homem sabe que não deve matar a outro homem, e nem se matar.
Por esse primeiro princípio, então, todo homem conhece o Quinto Mandamento: Não matarás. Todavia, pode-se matar alguém, impedindo que ele coma, tirando-lhe a comida que o faz sobreviver. Por isso, pelo mesmo instinto de conservação, todo homem sabe que deve respeitar a propriedade alheia. O selvagem luta pelo seu território de caça, e por suas plantações e rebanhos, porque sabe que tudo isso o mantém vivo. Daí, todos conhecerem que não se pode pegar o que é de outro. Todos conhecem, pelo instinto de conservação, que não se pode roubar.
Todos conhecem o Sétimo Mandamento: Não roubarás.

2º PRINCÍPIO DA LEI NATURAL é: A VIDA DA ESPÉCIE É UM BEM E DEVE SER CONSERVADA

Esse princípio nos é ensinado pela instinto sexual. Todo ser humano busca propagar a espécie pela reprodução sexual. A morte é algo que violenta nossa natureza. A vista de um cadáver é desagradável e nos repugna. A vista de uma multidão massacrada nos abala, porque nos coloca diante dos olhos a possibilidade de extinção da humanidade. Conservar a a vida da humanidade é um bem, e isto nos é patente pelo instinto de reprodução.
Tudo o que viola a finalidade do sexo, que é a manutenção da espécie pela reprodução sexual, é visto como mal. Por isso, em todos os povos, o adultério era normalmente punido com a morte. Em Roma pagã o casamento era monogâmico e indissolúvel.
Na Roma primitiva havia a profecia de que Roma pereceria quando não gerasse mais virgens, isto é, homens e mulheres que controlassem plenamente seus instintos que não vivessem para o prazer, porque, quando um povo vive para o prazer ele foge da dor, e já não há soldados heróicos e perece.
Daí, no antigo Egito se condenar o adultério e se considerar os atos sexuais que não visassem a procriação como impureza.
Portanto, todos os povos conhecem, por natureza os mandamentos relacionados com o sexo, e que são:

Quarto Mandamento: Honrar pai e mãe. Note o verbo honrar, que indica que se faz sempre uma distinção entre o ato procriador visando dar vida, — que é ato honroso — do ato da prostituta, que não visa dar vida. Todos os povos mandam honrar pai e mãe.

Sexto Mandamento: Guardar a pureza.

Nono Mandamento: Não cometer adultério.

3º PRINCÍPIO GERAL DA MORAL É: A VIDA INTELECTUAL É UM BEM E DEVE SER PRESERVADA

É evidente que todo homem detesta ser enganado. Isto demonstra nossa tendência para a verdade. Ainda ontem, um amigo me contava que, num tribunal de pequenas causas, uma mulher gritava para o juiz: “A Verdade é uma só Não pode haver duas verdades contrárias”.
Essa mulher jamais estudou Criteriologia. Jamais estudou Kant ou São Tomás. Porém ela sabe que a verdade é una. Dessa Tendência natural para conhecer a verdade decorrem os mandamentos relativos a Deus, Verdade Absoluta e a testemunhar o certo:

Primeiro Mandamento: Amar a a Deus, a Verdade acima de tudo

Segundo Mandamento: Não violar a palavra dada

Terceiro Mandamento: Fazer sacrifícios a Deus, reconhecendo o seu Senhorio sobre todas as coisas.

Oitavo mandamento: Não prestar falso testemunho.

Quando um povo viola e desrespeita, por suas leis ou costumes, esses princípios fundamentais da Moral Natural, esse povo desaparece.
Portanto, mesmo sem conhecer a religião católica, todo homem conhece a Lei natural e por ela Deus julgará os que não puderam, por ignorância invencível, conhecer a verdade católica plenamente. Esperando ter solucionado a sua dúvida e me colocando à sua disposição, me subscrevo atenciosamente

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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O DIREITO DE PROPRIEDADE

agosto 13, 2010 1 comentário

FONTE: “O direito de propriedade”
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=citacoes&artigo=propriedade〈=bra
Online, 13/08/2010 às 06:39h

O direito de propriedade
O direito de propriedade deve permanecer intacto e inviolável para cada um
A conversão da propriedade particular em propriedade coletiva torna a situação dos operários mais precária
Deus não a concedeu aos homens para que dominassem a terra confusamente todos juntos
A teoria socialista é contrária aos direitos naturais dos indivíduos
A propriedade particular é absolutamente necessária
Atenuar o direito de propriedade privada leva rapidamente ao coletivismo
O direito de propriedade é distinto de seu uso
Não se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele
A natureza exige a repartição dos bens em domínios particulares
A liberdade encontra no direito de propriedade proteção e incentivo

O direito de propriedade deve permanecer intacto e inviolável para cada um

Encíclica Quod Apostolici Muneris (1878):

“Os sectários do socialismo, apresentado o direito de propriedade como uma invenção humana que repugna à igualdade natural dos homens, e reclamando o comunismo dos bens, declaram que é impossível suportar com paciência a pobreza e que as propriedade e regalias dos ricos podem ser violadas impunemente. Mas a Igreja, que reconhece muito mais útil e sabiamente que existe a desigualdade entre os homens, naturalmente diferentes nas forças do corpo e do espírito, e que esta desigualdade também existe na propriedade dos bens, determina que o direito de propriedade ou domínio, que vem da própria natureza, fique intacto e inviolável para cada um”.

A conversão da propriedade particular em propriedade coletiva torna a situação dos operários mais precária

Encíclica Rerum Novarum (1891):

“Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para os Municípios ou pra o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes.

Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Outrossim, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.

De fato, como é fácil compreender, a razão intrínseca do trabalho empreendido por quem exerce uma arte lucrativa, o fim imediato visado pelo trabalhador, é conquistar um bem que possuirá como próprio e como pertencendo-lhe; porque, se põe à disposição de outrem suas forças e sua indústria, não é, evidentemente, por outro motivo senão para conseguir com que possa prover à sua sustentação e às necessidades da vida, e espera do seu trabalho, não só o direito ao salário, mas ainda um direito estrito e rigoroso para usar dele como entender. Portanto, se, reduzindo as suas despesas, chegou a fazer algumas economias, e se, para assegurar a sua conservação, as emprega, por exemplo, num campo, torna-se evidente que esse campo não é outra coisa senão o salário transformado: o terreno assim adquirido será propriedade do artista com o mesmo título que a remuneração do seu trabalho. Mas quem não vê que é precisamente nisso que consiste o direito de propriedade mobiliária e imobiliária? Assim, esta conversão da propriedade particular em propriedade coletiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tornar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu trabalho e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu patrimônio e melhorarem a sua situação”.

Deus não a concedeu aos homens para que dominassem a terra confusamente todos juntos.

Encíclica Rerum Novarum (1891):

“Não se oponha também à legitimidade da propriedade particular o fato de que Deus concedeu a terra a todo o gênero humano para a gozar, porque Deus não a concedeu aos homens para que a dominassem confusamente todos juntos. Tal não é o sentido dessa verdade. Ela significa, unicamente, que Deus não assinou uma parte a nenhum homem em particular, mas quis deixar a limitação das propriedades à indústria humana e às instituições dos povos. Aliás, posto que dividida em propriedades particulares, a terra não deixa de servir à utilidade comum de todos, atendendo a que ninguém há entre os mortais que não se alimente do produto dos campos. Quem os não tem, supre-os pelo trabalho, de maneira que se pode afirmar, com toda a verdade, que o trabalho é o meio universal de prover às necessidades da vida, quer ele se exerça num terreno próprio, quer em alguma arte lucrativa cuja remuneração, apenas, sai dos produtos múltiplos da terra, com os quais se ela comuta”.

A teoria socialista é contrária aos direitos naturais dos indivíduos.

Encíclica Rerum Novarum (1891):

“Substituindo a providência paterna pela providência do Estado, os socialistas vão contra a justiça natural e quebram os laços da família.

Mas, além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas conseqüências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta para todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como conseqüência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria.

Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade coletiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles mesmos a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranqüilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer para todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo, é a inviolabilidade da propriedade particular”.

A propriedade particular é absolutamente necessária

Encíclica Rerum Novarum (1891):

“A propriedade particular, já Nós o dissemos mais acima, é de direito natural para o homem: o exercício deste direito é coisa não só permitida, sobretudo a quem vive em sociedade, mas ainda absolutamente necessária (Santo Tomás, II-II, q.66, ª2).

Atenuar o direito de propriedade privada leva rapidamente ao coletivismo

Encíclica Quadragesimo Anno (1931):

“Deve, portanto, evitar-se cuidadosamente um duplo erro, em que se pode cair. Pois, como negar ou cercear o direito de propriedade social e pública precipita no chamado ‘individualismo’ ou dele muito aproxima, assim, também, rejeitar ou atenuar o direito de propriedade privada ou individual leva rapidamente ao ‘coletivismo’ ou pelo menos à necessidade de admitir-lhe os princípios”.

O direito de propriedade é distinto de seu uso

Encíclica Quadragesimo Anno (1931):

“A fim de pôr termo às controvérsias que acerca do domínio e deveres a ele inerentes começam a agitar-se, note-se em primeiro lugar o fundamento assente por Leão XIII, de que o direito de propriedade é distinto do seu uso (Encíclica Rerum novarum , # 35). Com efeito, a chamada justiça comutativa obriga a conservar inviolável a divisão dos bens e a não invadir o direito alheio, excedendo os limites do próprio domínio; mas que os proprietários não usem do que é seu, senão honestamente, é da alçada não da justiça, mas de outras virtudes, cujo cumprimento ‘não pode urgir-se por vias jurídicas’ (cfr. Encíclica Rerum novarum, # 36)”.

Não se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele

Encíclica Quadragesimo Anno (1931):

“Sem razão afirmam alguns que o domínio e o seu uso são uma e a mesma coisa; e muito mais ainda é alheio à verdade dizer que se extingue ou se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele”.

A natureza exige a repartição dos bens em domínios particulares

Encíclica Quadragesimo Anno (1931):

“A própria natureza exige a repartição dos bens em domínios particulares, precisamente a fim de poderem as coisas criadas servir ao bem comum de modo ordenado e constante. Este princípio deve ter continuamente diante dos olhos quem não quer desviar-se da reta senda da verdade”.

A liberdade encontra no direito de propriedade proteção e incentivo

Encíclica Mater et Magistra (1961):

“Tais condições da vida econômica sem dúvida são uma das causas por que se espalha a dúvida sobre se, nas atuais circunstâncias, perdeu sua força ou se tornou de menor valor o princípio da ordem econômico-social firmemente ensinado e defendido por Nossos Predecessores: o princípio que declara ser um direito natural dos homens o de possuir individualmente até mesmo bens de produção.

Esta dúvida é totalmente infundada. Com efeito, o direto da propriedade privada, mesmo em relação a bens empregados na produção, vale para todos os tempos. Pois depende da própria natureza das coisas, que nos diz ser o indivíduo anterior à sociedade civil e, por este motivo, ter a sociedade civil por finalidade o homem. De resto, a nenhum indivíduo se reconheceria o direito de agir livremente em matéria econômica se não lhe fosse igualmente concedida a faculdade de escolher e de empregar os meios necessários ao exercício deste direito. Além disto, a experiência e a História atestam que, onde os regimes políticos não reconhecem aos particulares a posse mesmo de bens de produção, aí é violado ou completamente destruído o uso da liberdade humana em questões fundamentais. De onde se patenteia, certamente, que a liberdade encontra no direito de propriedade proteção e incentivo.

Aí se deve procurar o motivo por que certos partidos e movimentos políticos e sociais que procuram harmonizar a liberdade e a justiça na sociedade humana, e que até bem pouco não aceitavam o direito da propriedade particular sobre bens produtores de riquezas, esses mesmos, hoje, mais esclarecidos pelo curso das questões sociais, reformam sua opinião e aprovam este mesmo direito.

Apraz-Nos, portanto, citar as palavras de Nosso Predecessor Pio XII, de feliz memória: “A Igreja, protegendo o direito da propriedade particular, tem em vista um excelente fim ético-social. De nenhum modo pretende Ela defender a atual ordem de coisas como se nela reconhecesse a expressão da vontade divina, nem assume o patrocínio dos opulentos e plutocratas, desprezando os direito dos pobres e indigentes… A verdadeira intenção da Igreja consiste em fazer com que o instituto da propriedade particular seja tal como o desígnio da Divina Sabedoria e a lei natural o estabeleceram” (Radiomensagem de 1.o de setembro de 1944; cfr. A.A.S. XXXVI, 1944, p.253). Isto é, cumpre que a propriedade particular seja uma garantia

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Poema aos Sacerdotes- Irmã Dultra

agosto 12, 2010 Deixe um comentário

De manhã,
quando a lâmpada da noite se apaga…
e a suave luz da aurora enche
de ouro as cândidas corolas
e os cálices dos lírios, eu me ergo
e subo os degraus do Vosso Altar
para – trêmulo e comovido – celebrar
o mistério do Vosso Amor profundo…

De manhã,
Quando eu ordeno onipotente
e Vós aniquilado como servo,
em silêncio, desceis às minhas mãos…
Quando, Senhor, eu Vos imolo e Vos elevo
e, rasgando o Vosso peito dolorido
arranco, pulsando, o Coração
para fazê-lo sangrando e, assim ferido
uma migalha paupérrima de pão…
Quando reduzo um Deus três vezes forte
à impotência, à última expressão,
é que sois VÍTIMA e eu o sacerdote!

Mas, depois, dia afora,
– quando eu desço a montanha sagrada para a luta,
vou ao campo que me destes por partilha,
na renúncia total absoluta,
sangrar os meus pobres pés feridos
nos trilhos que me deixastes, já marcados
com o Vosso rastro divino e ensagüentado,
sem ter, para os lábios ressequidos,
outra fonte que a ferida gotejante
que, de manhã, rasguei em Vosso peito…
Quando eu sinto o Vosso amor me devorando
sem nunca Vos sentirdes satisfeito…
Quando, exausto, eu ergo a minha fronte
buscando com ansiedade no horizonte,
uma nesga iluminada do Infinito
para matar a minha sede de mais luz
eu não diviso, senão, os braços nus
de uma cruz, em um cume de granito…
Quando, só, despojado, incompreendido,
depois de ter dado sem medida,
o suor… o sangue… e até a vida,
eu sinto o Vosso golpe redentor,
e sou – como sândalo – cortado e retalhado,
para que, só Vós, Senhor,
o aroma sintais do meu Amor…

E, à noite, quando chega a solidão,
exausto… moído de cansaço
e, olhando como o homem do fracasso,
não recolho, entre espinhos – e misturado
com o joio – senão o grão escasso
do meu campo que só há de florescer
e lourejar, depois que eu for lançado
no túmulo – para ser o grão fecundo,
é que estou – como homem consagrado
lentamente… consumindo a Vossa morte!
Estou sendo, Senhor, o Vosso PÃO,
Vossa VÍTIMA e Vós o SACERDOTE.

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9 de Agosto, dia de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

Hoje, 9 de Agosto, a igreja celebra o dia de Santa Teresa Benedita da Cruz, também conhecida como Edith Stein. A seguir, um pouco de sua biografia.

Edith Theresa Hedwing Stein nasceu em Breslau (Alemanha) no dia 12 de Outubro de 1891. Era a ultima de 12 irmãos que professavam o Judaismo. Quando menina e adolescente, não obstante os pedidos de sua mãe em professar a fé judaica, ela qualificava-se sempre de ateia. O pai, comerciante de madeiras, morreu quando Edith ainda não tinha completado os 2 anos. A mãe, mulher muito religiosa, solícita e voluntariosa, teve que assumir todo o cuidado da família, mas não conseguiu manter nos filhos uma fé viva. Stein perdeu a fé: “Com plena consciência e por livre eleição”, ela afirma mais tarde.

Edith dedica-se então a uma vida de estudos na Universidade de Breslau tendo como meta a Filosofia.

Os anos de estudos passam até que, no ano de 1921, Edith visita um casal convertido ao Evangelho. Na biblioteca deste casal ela encontra a autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Edith lê o livro durante toda a noite. “Quando fechei o livro, disse para mim própria: é esta a verdade”, declarou ela mais tarde. Comprou um catecismo católico e um missal e entrou, pela primeira vez, num templo católico, participando na Missa.

Em Janeiro de 1922 (aos 31 anos de idade), Stein é batizada e no dia 02 de Fevereiro desse mesmo ano é crismada pelo Bispo de Espira. Em 1932 é-lhe atribuída uma cátedra numa instituição católica, onde desenvolve a sua própria antropologia, encontrando a maneira de unir ciência e fé. Em 1933 a noite fecha-se sobre a Alemanha. Edith Stein tem que deixar a docência e ela própria declarou nesta altura: “Tinha-me tornado uma estrangeira no mundo”.

Aos 42 anos, em Setembro de 1933, Edith comunica à mãe a entrada próxima na vida religiosa da Ordem Carmelita Descalça, ingressando no Carmelo a 15 de Outubro de 1933, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz. Por licença especial das suas superioras, escrevia todas as semanas à mãe, sem obter qualquer resposta, até que, por fim, recebeu um bilhete da mesma.

Da Alemanha, Edith é transferida para a Holanda juntamente com sua irmã Rosa, que também é batizada na Igreja Católica e prestava serviço no convento. Neste período do regime nazista, os Bispos católicos dos Países Baixos fazem um comunicado contra as deportações dos judeus. Em represália a este comunicado, a Gestapo invade o convento na Holanda e prendem Edith e sua irmã. Ambas são levadas para o campo de concentração de Westerbork. Saiu do convento de hábito carmelita que continuou a usar no campo de concentração, oferecendo a sua vida, como ela disse, pela conversão ao Catolicismo do povo hebreu. O seu número de prisioneira era o 44070.

No dia 07 de Agosto, ela parte para Auschwitz, ao lado de sua irmã e um grupo de 985 judeus. Por fim, no dia 09 de Agosto, a Irmã Teresa Benedita da Cruz, juntamente com a sua irmã Rosa, morre nas câmaras de gás e depois tem seu corpo queimado.

Foi beatificada por João Paulo II em 1 de Maio de 1987 em Colônia (Alemanha) e canonizada a 11 de Outubro de 1998.

No dia 1 de Outubro de 1999, o Papa João Paulo II, numa carta apostólica em forma de ‘motu proprio’ intitulado «Spes aedificandi», proclamou Santa Teresa Benedita da Cruz, juntamente com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena, co-padroeira da Europa pelo particular contributo cristão que outorgou não só à Igreja Católica, mas especialmente à mesma sociedade europeia através do seu pensamento filosófico.

Santa Teresa Benedita da Cruz, rogai por nós!

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Luiz Gonzaga e planejamento familiar.

A mulher do meu patrão

Eu tenho pena da mulher do meu patrão
Muito rica, tão bonita ai meu Deus que mulherão
Não tem meninos para não envelhecer
Mais nervosa sofre muito por não ter o que fazer

No atiço da panela, no batuque do pilão
Tem somente quinze filhos mais o xaxo do feijão
Sarampo catapora, mais roupa pra lavar
Resfriado, tosse braba, lenha para carregar
Pote na cabeça, tem xerém pra cozinhar
Tira o leite da cabrinha, tem o bode pra soltar
Vivo com minha nega num ranchinho que eu fiz
Não se queixa não diz nada e se acha bem feliz

Com tudo isso ainda sobra um tempinho um agrado um carinho eu não quero nem dizer
Com tudo isso ainda sobra um tempinho e um moleque sambudinho todo ano é pra nascer

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Mãos Sacerdotais

1. Precisamos delas quando a vida começa,
precisamos de novo quando ela acaba;
sentimos nelas a verdadeira amizade,
precisamos delas durantes as tristezas da vida.
2. Quando chegamos a este mundo somos pecadores,
tanto grandes como pequenos.
E as mãos que nos tornam puros como anjos
são as belas mãos de um sacerdote.
3. No altar, a cada dia, contemplamo-nas,
e as mãos de um rei em seu trono
não são iguais a elas em suas grandeza.
Sua dignidade é sem igual.
4. No silêncio da manhã que vem surgindo
antes que o Sol nasça no oriente,
lá Deus repousa entre os puros dedos
das belas mãos de um padre.
5. Quando somos tentados e trilhamos
as vias da vergonha e do pecado
as mãos de um sacerdote nos absolvem.
Não apenas uma vez mas várias.
6. E quando nos unimos em Matrimônio
outras mãos podem preparar a festa.
Mas as mãos que nos abençoa e nos une,
são as belas mãos de um sacerdote.
7. Deus os abençoe e os mantenha todos santos,
pela Hóstia que seus dedos seguram,
o que pode um pobre pecador fazer melhor
do que pedir a Deus que nos dê estes para nos abençoar.
8. Quando o orvalho da morte cair em nossos olhos
que nossa coragem e força possam ser aumentadas
por ver levantadas sobre nós em bênção
as maravilhosas mãos de um sacerdote

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