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Artigo: O remédio para viver um pouco mais…

Lucas Alves Gramiscelli

São Paulo (Terça-feira, 21-09-2010, Gaudium Press)

Fundamentado em uma pesquisa de uma universidade norte-americana sobre atividades humanas que reduzem ou aumentam a taxa de sobrevivência do ser humano, Lucas Gramiscelli, um de nossos colaboradores, escreve sobre a importância do convívio social para a melhora da qualidade de vida do homem e consequentemente para sua longevidade.
Comidas e bebidas lights, outras diets, ginástica e cooper, remédios e vitaminas, antioxidantes… Diante de todas essas cuidadosas diligências, muitos se perguntam como fazer para achar uma maneira de robustecer a saúde, viver algum tempo a mais, ou pelo menos com maior qualidade de vida. Há até algumas pessoas que, não sem algum mérito, chegam a abandonar vícios que por muito tempo estavam enraizados, ao perceberem que o tempo vitalício que teriam diminuía a cada instante…

Certamente, há problemas, os quais podem de alguma forma encurtar a vida, e em vista disso a ciência vem desenvolvendo inúmeros métodos a fim de que isso não aconteça.

Segundo uma pesquisa da Universidade Brigham Young, em Provo, Utah, publicada na revista científica PLoS Medicine, fraca interação social reduz em 50% a taxa de sobrevivência. Resultado que equivale a fumar 15 cigarros por dia. Viver isolado é ainda duas vezes mais prejudicial que ser obeso, alcoólatra ou não fazer exercício.

Essa notícia nos faz lembrar “como é bom para os irmãos viverem juntos bem unidos” (Sl 133 (132), 1). Pois, assim como o homem tem necessidade de alimentar-se, de cuidar da própria saúde quando se encontra em estado de enfermidade, é necessário que os homens estejam convivendo entre si. O que é viver senão estar juntos, olhar-se, e querer-se bem?

Monsenhor João S. Clá Dias, em uma de suas conferências sobre o instinto de sociabilidade, dizia que Deus fez o homem sem inúmeras qualidades que foram dadas a animais, como por exemplo a força de um leão, a agilidade do tigre, o voo de uma águia. E por que Deus não as deu ao homem? Porque o homem seria autossuficiente e não necessitaria entrar em contato com os outros.

Portanto, agrada a Deus que os homens estejam em convívio, conhecendo-se, necessitando tantas vezes um do outro, e procurando encontrar entre si os demais aspectos do Criador, pois em sua infinita Sabedoria Deus não fez um ser igual ao outro, e por esta razão devemos encontrar, em cada um, o reflexo Dele.

Isto faz do homem um ser alegre, pois ao viver dignamente em sociedade está cumprindo com a vontade de Deus, e é para esta finalidade que foi chamado. Cumprindo com esses desígnios da Providência, o homem vai se preparando para o mais agradável e excelente convívio, que os Bem-Aventurados terão no céu, onde cada um passará a eternidade inteira deliciando-se com as maravilhas da criação e os diversos aspectos que Deus pôs em cada um dos homens.

Aí se encontra a verdadeira doçura de viver, e o lado por onde as pessoas possam gozar dos gáudios do Céu já aqui na terra, pois entram em contato uns com os outros na mesma intenção de conhecer, amar e servir a Deus. Sem este objetivo, a vida não se fundamenta em verdadeira alegria, mas em isolamento e frustração, onde se perde a vontade e a alegria de viver.


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